sexta-feira, 6 de março de 2009

Mais palavras sobre a crise, para quê ?

«Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la».
Albert Einstein

4 comentários:

Jose Simoes disse...

O Einstein era FÍSICO. o Bono é cantor.

Nada proíbe o Enstein de cantar ou ou Bono de explicar a relatividade, mas duvido que alguém tome isso a sério.

Tal como a falarem de economia.

js

Anónimo disse...

Caro José Simões, permita-me que lhe diga que esse seu comentário é extramente redutor. Em minha opinião, é da multidiciplinaridade que nascem as boas ideias e as novas oportunidades. Para mim este texto tem verdades inquestionáveis.
Quando se fala de crise não é só a crise económica e financeira mas também a crise de valores. Quem nunca sentiu algo parecido com crise na sua vida familiar e mesmo no seu trabalho e dia a dia? Não acha que este texto responde na íntegra a todas essas questões? A mim parece-me que devemos alargar horizontes e pensar de uma forma mais abrangente, sem pré conceitos (diferente de preconceitos.
Parabéns Pedro por nos teres relembrado este texto tão actual.

Jose Sumoes disse...

"multidiciplinaridade"

A multidiciplinaridade tem limites.

Poderá o Bono na actualidade dar uma contribuição para a Física. Não.

Poderá fundar uma orquestra, colaborar na construção de uma novo instrumento, fazer teatro? Não vejo porque não. Isso seria multidiciplinaridade

José Simões

Filipe Garcia disse...

confesso que também não gosto muito de adágios nem de frases que se auto-legitimam pelos seus autores

ultimamente têm aparecido muitas por aí e algumas até no Mercado Puro

mas, se é certo que elas não valem mais por terem sido por quem foram, também nao valem menos

importará, por isso, discutir os as palavras, as ideias e os conceitos sem estarem inquinadas pelo vício de autoria

ora, assim sendo, esquecendo o Einstein, o que tem o texto de tão errado? abra-se a discussao às ideias :)

Filipe