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quarta-feira, 11 de março de 2009

Quebrar barreiras em tempo de crise

Devemos todos reflectir na importância do que diz um dos mais conceituados gurus de gestão, consultor há mais de 20 anos de diversas multinacionais, e co-autor de dois best-sellers da gestão: “Funky Business” e “Karaoke Capitalism”. Para o sueco Kjell Nordstrom (que esteve em Portugal em Fevereiro para participar na conferência “Business Innovation in 2009”), a inovação e a emoção têm de dominar nas estratégias a concretizar. Na sua opinião, as companhias que melhor podem resistir a este cenário actual são as mais inovadoras e que, simultaneamente, têm maior proximidade com o consumidor, sendo capazes de o seduzir. Para tal é necessário que as empresas percebam que fazer o mesmo que todos os outros fazem é uma má ideia pois os clientes não estão dispostos a pagar mais pelo mesmo... Por outro lado, terão de arriscar e a primeira coisa a fazer é contratar pessoas que tenham outro background, outra visão, pois os líderes do futuro como diz Kjell Nordstrom “serão uma combinação de “hard and soft”... como Richard Branson... ou Barack Obama... E, em breve, serão as mulheres. Muitas serão as líderes no futuro”. Os líderes de futuro terão de ser duros, de cortar custos e tomar decisões críticas; mas também terão de ser emocionais e capazes de, agora mais do que nunca, entender os consumidores, motivar os empregados e antecipar as tendências que estão por vir. E esta é, claramente, uma vantagem competitiva para as mulheres. Assim, depois de reflectir sobre estas palavras e, conhecendo a realidade portuguesa está claro que o caminho a percorrer é muito longo. Margarida Matos - Gestora

domingo, 19 de outubro de 2008

Better inside to be the best outside: endomarketing

Actualmente, é cada vez maior a capacidade que as empresas possuem de velozmente se adaptarem ao mercado e aos seus clientes externos. Porque será, então, que não o fazem em relação aos seus colaboradores? Será que as empresas estão conscientes de que só assim podem fazer a agregação, aplicação e desenvolvimento de talentos? Ou que só assim conseguem reter os melhores talentos?
Tudo deve ser repensado, para que ao nível dos colaboradores, as empresas procurem dar respostas que permitam a melhor satisfação e a consequente fidelização dos mesmos, conseguindo com isso um aumento do retorno no seu investimento. Por isso, surge hoje a necessidade de utilização do endomarketing que aparece como a ligação entre a empresa, o produto/serviço e seus colaboradores tornando estes últimos em aliados do negócio e potenciadores do sucesso da própria empresa. Várias são as acções de endomarketing que podem ser utilizadas pelas empresas, nomeadamente: integração; envolvência e coerência; comunicação; divulgação; informação; formação; avaliação de desempenho; realização de eventos; reconhecer; promover parcerias; ofertas especiais; actividade física; oficinas de artes, etc.
Como tudo começa com as pessoas, cabe à organização, com apoio ao mais alto nível, ter uma estrutura de Recursos Humanos consciente e que procure, permanentemente, o investimento em endomarketing. Os Recursos Humanos deverão ser a cola entre cliente interno, a empresa e o cliente externo. Investir nas pessoas gera resultados, sendo positivas as consequências das acções de endomarketing. É necessário que os colaboradores tenham a marca no seu coração e trabalhem para si todos os dias de tal forma que isso seja uma parte natural do seu pensamento, actuação. E para isso, não será certamente necessário falar de budgets elevados.
O que as empresas não podem é ter medo de ter ideias. A imaginação é como um músculo: tem de se trabalhar!