quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Diferença está nas Pessoas

Numa época em que a informação flui on-line, as empresas dificilmente conseguem vantagens e diferenciações suportadas em tecnologia. Na Era Industrial da Economia, os equipamentos e maquinaria faziam a diferença entre empresas; ditando quem vencia e quem era derrotado. Hoje o tempo que leva a copiar uma vantagem adquirida por via de um determinado equipamento ou maquinaria, não passa de alguns meses ou, no máximo, um ano; isto é, se uma empresa inova, por exemplo, através de uma nova embalagem; não demorará muito tempo até que o seu concorrente possa ter uma embalagem igual ou semelhante. Estamos assim na Era do Primado das Pessoas; uma vez que é através destas, do seu conhecimento e da forma como se relacionam que é possível obter uma vantagem competitiva difícil de copiar, pois as pessoas e o ambiente por elas gerado é único. Para obter esta vantagem competitiva a empresa tem de recrutar bem, lançar desafios constantes aos colaboradores por forma a permitir a sua satisfação e realização e ainda, por via da liderança, de criar as condições de cultura empresarial e de relacionamento interpessoal propicias à realização de tarefas e actividades mais inovadoras e produtivas que as da concorrência. A diferença estar nas pessoas é uma boa notícia, uma vez que nos valoriza e torna inquestionável o investimento na nossa formação. António Jorge Consultor em Estratégia, Marketing e Vendas Publicado no Jornal Metro em 14 de Outubro de 2009

6 comentários:

Anónimo disse...

Caro António Jorge,

200% de acordo...

Abraço

José disse...

Está simples mas é verdade. Também para quê complicar? Pena é que tantos gestores se esqueçam das pessoas, sem os quais quase nada seria possível.

Joao disse...

Caro António Jorge

Já uma vez tinhamos abordado este assunto de forma mais lata e na perspectiva "LUSA". O conceito está, obviamente, bem sistematizado, pena é que não tenha valor nenhum em Portugal.
O sistema não deixa.
Questões de cor do sangue...
João Pombo

Maria Luísa Almeida disse...

como uma verdade tão simples é tão difícil de entender e mais ainda de implementar !

Vitor disse...

Caro Antonio Jorge,

Excelente artigo. A verdade é como o azeite, vem sempre ao cimo da água e neste caso prova-se uma vez mais uma realidade inquestionavel: a máquina nao substitui é um apoio e uma ferramenta. Ainda que o crescimento empresarial esteja dependente do desenvolvimento tecnológico, sao as pessoas concretas, o seu empenho, a sua capacidade de superaçao e de sacrificio que permite que as empresas existam e avancem. É por isso que o mais fácil de copiar sao os produtos nunca os processos, que resultam da adaptaçao às caracteristicas de cada empresa.

Anónimo disse...

António,
Excelente artigo!
Só o autismo das organizações faz com que não reconheçam esta verdade simples.
Mas a vida é um ciclo... fechámos a era das tecnologias e abrimos a era das pessoas em que o "ser" nunca poderá ser substituido pelo "parecer"!

Abraço amigo,
AL