quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PuraMente #6 - A Estratégia do Oceano Azul


Nome: A Estratégia Oceano Azul


Autor: W. Chan Kim e Renée Mauborgne

Data (Original): Dezembro 2005

Frase:"Criar um novo espaço de mercado não disputado que torna a concorrência irrelevante"

Keywords: Oceano Azul vs Oceano Vermelho; Curva de Valor; Redução; Eliminação; Criação; Elevação.

Apreciação: *****

A Estratégia do Oceano Azul é um livro incontornavelmente obrigatório. Desde a sua publicação original, tornou-se numa referência mundial de estratégia e inovação. É uma obra que vale pela ideia original da sua proposta, que vem acompanhada de um modelo surpreendentemente maduro de aplicação.

Destinado a todos, mas sobretudo para os gestores cujas empresas respiram um mercado altamente concorrencial, o livro (Editora Actual - Maio 2007) – postula que a única forma de vencer a concorrência é deixar de tentar vencer a concorrência – é parar de concorrer. Os autores apelidam os mercados concorrenciais de "oceanos vermelhos", numa analogia ao sangue que resulta de uma disputa aguerrida, espaço onde as empresas não serão sustentáveis, independentemente da sua capacidade de vencer ou não os que com eles disputam o mercado.

Um Oceano Azul é o espaço de todas as indústrias que ainda não existem e que são potenciais propostas de valor para os clientes. Aqui, em vez de empresas na procura desesperada de um aumento da sua quota de mercado, encontramos os que criam a procura, com elevados níveis de crescimento e rentabilidade, tornando a concorrência irrelevante. Depois de definirem claramente esta diferenciada visão do mercado e respectivo espectro da proposta estratégica, os autores dedicam 200 páginas a explicar o framework (curva de valor) e a formulação e implementação da estratégia, citando inúmeros exemplos de oceanos azuis, como o Cirque Du Soleil, Swatch, Blockbuster ou Netjets.

É difícil adjectivar esta obra, pela sua extrema qualidade e intemporal utilidade. Estrondosamente genial seria justo, mas só um termo da língua original fica à altura do livro: "Unputdownable".

Pedro Barbosa
Docente no IPAM

9 comentários:

Bemequer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bemequer disse...

Vejo que já existe em versão portuguesa! Este é um livro de grande interesse sobretudo agora que toda a gente parece "bloqueada" pela "crise".
Num mercado globalizado e onde tudo é facilmente copiável a procura dos "blue oceans" pode pôr toda uma empresa a "pensar" diferente - a Inovar.
Sobretudo propõe uma abordagem diferente da que estamos habituadas: passar o focus do problema/como resolver o problema - para a SOLUÇÃO

Excelente post

B

Anónimo disse...

Boa proposta! O livro é muito interessante e demonstra os riscos associados à comoditização de qualquer negócio. Ainda nesta linha de pensamento, proponho a leitura do magnífico "Only the Paranoid Survive" de Andy Grove (ex-CEO da Intel).

Ricardo Arroja

Sarah Couto disse...

O Oceano Azul pode ser a estratégia ideal, mas apresenta um problema. Ao procurar apenas inovações absolutas, de natureza quase criacionista, a empresa deixa de valorizar a inovação no dia-a-dia. A inovação torna-se um processo centralizado e desligado dos consumidores. Nussbaum (Business Week blog On Design), num post muito interessante, sugere que 'transformação' é mais útil que 'inovação', como um modo de estar constantemente em alerta para novas oportunidades. O melhor exemplo deste tipo de filosofia é a google.

Pedro Barbosa disse...

Sarah,

Antes de mais agradeço o valor que trouxeste á discussão. Confesso que sou um Book´s Advocate, mas entendo o seu contexto no panroama actual. se todos conseguissem ser oceanos azuis, não havia economias de escala para o consumidor...

Em qualquer caso, a transformação iterativa quando comparada com inovação total nem é pior nem melhor, na minha opiniao (seria uma longa discussão, acredite) - é complementar.

O exemplo que deu é perfeito (obrigado). O Google é talvez o maior oceano azul dos ultimos anos. tem todas as caracteristicas de uma absolutamente distinta proposta de valor. E em cima, com melhorias de transformação a cada mês, a cada dia, a cada momento, de forma a MANTER-SE como oceano azul.

efectivamente, manter no LP um blue ocean é tão ou mais dificil que o criar in the first hand. Que o digam a Southern Airlines, p. exemplo.

Uma vez mais, obrigado pela sua excelente contribuição. Obrigado tb aos anteriores posts sobre este livro que considero essencial no back-mindset de cada um de nós.

Sarah Couto disse...

Google é um caso extremamente interessante. Na realidade não sei se pode ser considerado um oceano azul. Quando apareceu, já existiam outros search engines populares como a AltaVista. Entre os melhores produtos do google, está o 'documents' e agora até o telemóvel. Mas por vários motivos, a google é superior. Agora o modelo de publicidade, é sem dúvida um oceano azul.

Anónimo disse...

Sarah,

O Gopgle e um exemplo de blue ocean, tanto na publicidade, como no mercado search.

O seu algoritmo eficaz (12.000 vezes mais rapido que o Altavista e Yahoo e 900 vezes mais acertado) pulverizou a concorrencia em pouco tempo.

E criou um mercado sem paralelo. Ainda hoje nao existe, em termos de search, um concorrente competitivo.

Pedro Barbosa

Filipe Garcia disse...

Ficavas muito chocado se te dissesse que o google NÃO É o search engine que mais utilizo?

Pedro disse...

De todo.

Ha sempre os que esta fora dos desvios padrão. Normalmente ou nao sabem o que existe ou querem testar algio mais alem, early birds. Tu andas por aqui.

Ja agoram, qual e?