segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um Mundo mais Verde? Depende de Si

Com a incapacidade das Instituições em executarem um caminho que permita a preservação do Planeta, temos de ser nós, os indivíduos, a determinar esse caminho e a velocidade da caminhada; para o efeito podemos usar as decisões de compra e o voto político. Quem não se lembra do boicote aos produtos indonésios em prol da causa de Timor ou da não compra de determinadas marcas porque produziam os seus produtos em fábricas com exploração infantil ou porque utilizavam produtos geneticamente modificados; se quisermos, poderemos voltar a fazê-lo. As empresas embora tenham como objectivo o lucro, tem de o obter atendendo às preferências e comportamentos dos seus consumidores; é pois aí que se inicia a nossa capacidade de intervenção, preferindo produtos mais verdes e sancionando produtos ou origens mais poluentes. As empresas estão disponíveis para fazer a sua parte; são exemplo as investigações que desenvolvem e os novos produtos que colocam no Mercado, os edifícios energeticamente mais sustentáveis e as embalagens retornáveis e não deriváveis do petróleo. Por outro lado, o direito de voto exercido em eleições, também pode sancionar propostas governativas que não contemplem este eixo de sobrevivência estratégica. Não desanimemos, tenhamos presente a nossa vontade, actuemos em conformidade, e um Mundo mais Verde será uma consequência. António Jorge Consultor em Estratégia, Marketing e Vendas Publicado no Jornal "Metro" a 11Dez09

1 comentário:

J. Paulo disse...

Concordo plenamente com o artigo. Penso mesmo que devemos procurar um equilíbrio para o planeta com objectivos ambiciosos a curto prazo. Custa-me ver, por exemplo, tantos edifícios, propícios a painéis solares e não têm. Também me parece que o mercado se adapta muito rapidamente às novas realidades, pelo que, se os produtos mais amigos do ambiente aumentarem as vendas, logo as empresas darão valor a essas mais-valias.