sábado, 28 de fevereiro de 2009

Construção Sustentável

O meio edificado é o principal responsável pelas emissões de gases com efeito de estufa porque, por si só, consome cerca de metade da energia produzida à escala global. São as boas práticas no sector da construção que maior impacto terão na prevenção e na mitigação das alterações climáticas. Estas boas práticas, precursoras da construção sustentável, são essenciais à qualidade de vida e sobrevivência de gerações futuras.
A Comissão Europeia tem investido no desenvolvimento do conceito ciclo de vida dos materiais e dos edifícios, mas apenas quando o sistema económico valorizar a dimensão ambiental do planeta será possível criar uma consciência alargada, mudando como consequência as práticas da construção. A solução para as disfunções ambientais que causamos está nos actos de cada cidadão, pelo que é essencial que as instituições políticas e económicas que hoje resistem a qualquer transformação, se esforcem para colaborar no desenvolvimento de um modelo económico que integre valores ambientais e sociais. Apenas com uma conjuntura coerente, transparente e favorável ao planeta será possível motivar as pessoas a actuarem de forma solidária e consistente.
Mudar hábitos ou comportamentos implica um esforço. Devem por isso existir incentivos temporários – fiscais, reguladores, económicos - como recompensa do esforço necessário para vencer a inércia e abdicar de hábitos que tornam o futuro insustentável. A prioridade passa por ganhar competências para melhorar o desempenho energético-ambiental do meio edificado e liderar nesta matéria, criando condições para futuras exportações.

3 comentários:

Anónimo disse...

Barbara

De certo alguma coisa tem que ser feita neste aspecto mas no ambiente economico pelo que o mundo esta a passar correntemente, penso que mais uma vez estas preocupacoes passarao para um segundo plano. Seria de toda a maneira interessante que os governos fizessem disto uma certa prioridade porque por si so poderia abrir o mercado a novos empreendedores e de algum modo ajudar na reconstrucao economica. Em alturas de crise ha sempre espaco a novas possibilidades, a criacao de novas ideias, a criacao de nichos de mercado! A necessidade faz o monstro :)!

José Simões disse...

ERRADO! TUDO ERRADO!

O tipo de casa indicado corresponde a uma pequena fracção da população portuguesa (o que torna a informação pouco útil) e isso felizmente pois mostra uma muito má opção.

A opção certa é morar em casa de vários andares. Isso tem muitas vantagens, nomeadamente melhor isolamento e muito menos gasto de combustível pois as pessoas vivendo em casas do tipo que se vê, têm de viver mais longe das cidades onde trabalham e o transporte gasta muito combustível.

Os paneis solares seriam muito úteis se fossem muito mais baratas e se nenhum brincalhão se divertir a atirar pedras. De resto são prejuízo garantido.

José Simões

Anónimo disse...

Caro Jose

Eu penso que o desenho e so indicativo e nao necessariamente o tipo de casas em Portugal. Estamos a falar de um movimento mundial e nao so em Portugal