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domingo, 12 de outubro de 2008

Qualidade do atendimento

Percorrer um centro comercial e ser atendido com simpatia, começa a ser uma excepção que confirma a regra do mau atendimento que se verifica no comércio em geral. Não considero que seja apenas um problema português mas algo que também se verifica em países mais desenvolvidos, como Espanha, Alemanha ou França.
Ao ouvir alguns comerciantes queixarem-se da actual conjuntura económica, para justificar um arrefecimento do consumo, penso para com os meus botões, que provavelmente parte do problema e da solução reside em questões de natureza interna e nada tem a ver com a conjuntura mundial. Quando um cliente entra numa loja deve ser encarado como um momento de enorme importância para o desenvolvimento do negócio. Essa pessoa que decidiu entrar, poderia ter optado por seguir em frente e entrar apenas na loja da concorrência. Motivado por variadíssimas razões, o cliente pisou a loja e está disposto a ouvir uma proposta de compra. Ao contrário do que seria de esperar, os funcionários das lojas limitam-se a marcar uma presença física sem qualquer atitude pró activa em relação à venda. Muitas vezes nem sequer um contacto visual existe, dando a nítida sensação que o facto de alguém entrar na loja incomoda quem lá trabalha. No preciso momento em que o cliente passa pela porta os seus sentidos começam a transmitir informações para o cérebro, sejam elas visuais (decoração, luz), de cariz olfactivo (perfume da loja), ou informações de natureza auditiva (música ambiente).
A abordagem do vendedor tem que ser perfeita não deixando dúvidas ao cliente de que ele é realmente importante. Desafio os grandes grupos no sector do retalho e os comerciantes em geral a investir mais na formação e na qualidade do atendimento.