sexta-feira, 9 de março de 2012

O país não está morto



Um representante de topo de um banco inglês que opera em Portugal dizia há dias que "o que ainda não fechou é porque está prestes a fechar", referindo-se às empresas. Também há menos de uma semana, a Economist traçava o pior dos cenários para o país, num artigo cheio de erros grosseiros. Está na moda falar mal de Portugal.

Felizmente, o país que tenho oportunidade de observar de perto não está como muitos o descrevem. Sujeitas a restrições, reconheça-se, vejo muitas empresas de sucesso, que inovam e melhoram diariamente.

Portugal não está morto, longe disso.

Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 9 de Março de 2012

8 comentários:

Diogo disse...

Caro Filipe, você vai ter de começar a descer à terra...

Filipe Garcia disse...

Boa tarde Diogo.
Eu só relato o que vejo.
Falo com empresas diariamente, algumas das quais sigo há mais de dez anos.
Claro que a realidade é difícil, mas os relatos sobre a morte da economia portuguesa são muito exagerados.

FG

Pedro Sequeira disse...

Há muitas empresas que estão melhores. Financeiramente melhores porque menos endividadas e economicamente melhores porque se expandiram para novos mercados. A necessidade aguça o engenho. É um mudar de agulha difícil, mas possível. Portugal não vai acabar. Vai transformar-se. Mas como tudo na vida, leva tempo.

Diogo disse...

Há 64 empresas a fechar todos dias

23 Abril 2011

Insolvências também estão a aumentar à média de uma dúzia por dia. Porto ainda é o distrito mais afectado, seguido de Lisboa e Vale do Tejo e Braga.

Segundo o Jornal de Notícias, no primeiro trimestre deste ano, 64 empresas foram extintas ou dissolvidas diariamente (5729). No Diário da República, o número de insolvências declaradas está a aumentar, atingindo até à última segunda-feira uma média diária de 12, num total de 1293.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1836565

Filipe Garcia disse...

As insolvências, por si só nada dizem, como é óbvio.

Diogo disse...

As 12 insolvências diárias de empresas nada dizem? E a extinção de 64 empresas por dia também não? E o desemprego a atingir números astronómicos também não?

Quantas empresas do calibre das que são extintas são criadas diariamente?

Então Filipe?

Pedro Sequeira disse...

As insolvências, acima de tudo, dizem que algo falhou na gestão da própria empresa. O resto são efeitos colaterais.

Filipe Garcia disse...

Difícil generalizar... as empresas podem ficar insolventes devido a atrasos nos pagamentos, por exemplo