quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Reconstruir a Oferta
terça-feira, 3 de agosto de 2010
PuraMente #47 - Ubuntu
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Lei é para cumprir
Os fumadores teriam os seus espaços próprios, não se tratando de uma discriminação, mas de um auto-afastamento. Mas já se nota o tradicional laxismo português e, sobretudo à noite, proliferam os maus exemplos onde a lei não é cumprida. Voltou o "castigo" aos não-fumadores, em vez de serem penalizados os que não cumprem a lei.
Num "país a sério" as leis são respeitadas. E se não o forem, as autoridades têm o dever de actuar.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 27 de Julho de 2010, pág 7
segunda-feira, 26 de julho de 2010
África, Terra de Oportunidades
A crise veio clarificar as oportunidades de desenvolvimento económico para Portugal.
Confirmou a exportação como principal caminho para a criação de riqueza e relevou África como Terra de Oportunidades.
Entre a adesão à União Europeia e a crise, o País privilegiou as ligações à Europa e seus subsídios. Com a crise a afectar também a Europa, África ressurgiu.
Hoje, como no passado, quem não tem um amigo a trabalhar em África? é nestes países que muitos portugueses vencem o desemprego.
António Jorge
Marketeer e Docente Universitário
Publicado no Jornal Metro de 22Jun10
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Mau Exemplo
Os Governos têm a obrigação moral de ser sempre o primeiro exemplo nas respectivas economias. Baixar os impostos e aumentá-los e de seguida não é coerente. Isentar SCUTs e depois de se fixarem novas migrações internas baseadas nessas decisões, decidir taxá-las não é responsável. Decidir pela cobrança sexta-feira, 16 de julho de 2010
A crise não é para todos
Caso venha a concretizar-se, esta previsão significa mais dificuldades para as empresas, que terão serão confrontadas com uma redução da procura.
Contudo, o mesmo relatório desagrega o consumo privado em bens duradouros e não duradouros. Os primeiros deverão recuar 12% no ano que vem, mas o consumo de bens não duradouros ainda crescerá 0.2%. Com as exportações líquidas a crescer 3.7% no mesmo período, percebe-se que há empresas melhor posicionadas que outras para atravessar a crise.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 16 de Julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Curto-circuito
terça-feira, 13 de julho de 2010
PuraMente #46 - The Art of Asking
Nome: The Art of Asking
Autor: Terry Fadem
Data Original: Dezembro 2008
Frase: " Ask Better Questions, Get better Answers”"
Keywords: ask; question; leadership, information; answer;
Apreciação: ***
Terry Fadem escolheu como tema um cliché altamente relevante para a gestão, sem prejuízo de outros. É fazendo perguntas que se obtém respostas, e é com estas que, contrastanto com a informação já disponível, se evolui. Frequentemente, factores sociais limitam os adultos de realizar as questões certas nos momentos chave, condicionando a aprendizagem e a procura de uma solução realmente melhor – é pela falta destes factores sociais que as crianças aprendem de forma mais célere e eficaz.
O livro aborda este tema de uma forma séria e profissional, esclarecendo que, para lá da atitude – ter a coragem de fazer as necessárias perguntas em ambientes onde estas não são sempre fáceis – é necessário ter consciência da importância de fazer as perguntas certas, as que aumentam a probabilidade de acrescentar informação marginal relevante.
O autor fornece um framework baseado num conjunto de técnicas e regras que procuram conduzir gestores num caminho de eficácia, dando particular importância a saber ouvir. As técnicas exploram igualmente a forma como as questões são realizadas, em particular a linguagem não verbal. O autor propõe um modelo assertivo, em que as questões mais difíceis e relevantes são colocadas sem rodeios, nos momentos indicados, sem nunca as adiar.
O livro supera as expectativas iniciais na segunda parte, que se concentra em explicar como é possível maximizar as possibilidades de obtenção das respostas desejadas, um complemento aos conteúdos sobre perguntas e sobre as técnicas para saber ouvir.
Esta obra nem sempre facilita a tarefa dos leitores pela sua escrita cinzenta e compacta, compensado por um alargado e interessante conjunto de exemplos com potencial de aplicabilidade. Trata-se de um livro recomendável para gestores e empresários, obrigatório na área da Gestão de Pessoas.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Já não chega
Quem passar os olhos nos suplementos de emprego dos jornais portugueses verificará pelo menos duas coisas: a oferta educativa continua a ser cada vez maior e as instituições de ensino superior estão a dramatizar a necessidade de se fazer o 2º ciclo.
Tal facto não deve surpreender, visto que a competitividade no mercado de trabalho aumenta em cada dia, e começa hoje a estar claro que, enquanto os mais seniores se devem dedicar à formação contínua ao longo da carreira, os mais júniores deparam-se com uma nova realidade: uma licenciatura já não chega.
Tendências em Vigor
Neste momento detectam-se três grandes tendências a nível global:
1. Desalavancagem: processo pelo qual se reduz o excesso de endividamento de países, bancos, empresas e famílias.
2. Nivelamento: tendência de aproximação entre as várias zonas do globo. Não só a nível económico, mas também nos direitos, gostos e protecção. Uns avançam e outros recuam.
3. Regulação: cada vez maior intervenção do Estado na vida dos cidadãos, empresas e economia em geral. Provocada pelo medo da mudança, pressão social e necessidade de receitas.
(Baseado no relatório bimestral IMF que pode ser consultado AQUI)
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 7 de Julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Desincentivar o trabalho
A decisão de cobrar portagens em vias de comunicação sem alternativas - em vários casos construídas onde antes se situavam as vias de comunicação originais - contribui para que volte a valer a pena ficar em casa.
Muitos portugueses foram empurrados para a periferia ou escolheram o local para viver no pressuposto de ter acessibilidades sem custos para o utilizador. Agora, simplesmente deixa de compensar continuar a trabalhar ou procurar um novo emprego.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 6 de Julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Redescobrir o cliente
[Nesse contexto, é interessante que o mercado comece a prestar atenção a rácios como o créditos/depósitos, até porque com Basileia III a caminho, as instituições financeiras terão de se adaptar rapidamente para não serem obrigadas a capitalizar-se de forma abrupta, ou a encolher o seu negócio.]
É de louvar que surja o interesse em saber o grau de alavancagem dos bancos, os riscos em que incorrem e os meios de financiamento. O processo de desalavancagem da economia ocidental está em curso e tudo o que puder ser feito para evitar que o balão "estoure", em vez de esvaziar lentamente, será bem vindo.
Com o mercado monetário paralisado e com a "nova" concorrência do Estado na captação de poupança, os bancos despertam para a necessidade de se financiarem nos clientes. Note-se que a total dependência da banca face aos depositantes também não seria desejável, dado o carácter potencialmente volátil do comportamento dos clientes. Mas os números sugerem que esse risco não existe. Pelo contrário, os bancos portugueses estão dependentes do financiamento externo, o que actualmente é arriscado e caro.
Por outro lado, atrair depósitos ajuda no envolvimento do cliente com o banco, numa estratégia integrada de marketing que vai além da mera e dispendiosa sucessão de promoções publicitárias.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo a publicar no Diário Económico em 5 de Julho de 2010 (pág. 29)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ladrão que rouba Ladrão...
Com o objectivo de pressionar contribuintes em evasão fiscal, o Estado português, a exemplo de outros na Europa, prepara-se para comprar listas de clientes que foram roubadas de um banco suíço. Retirar vantagens a partir de informação roubada é dar um mau exemplo aos portugueses.
O crime de receptação - obter vantagens com base em algo que foi obtido ilicitamente - está previsto no artigo 231º do Código Civil português.
Em democracia os fins não podem justificar os meios.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 2 de Julho de 2010
Just a Game?

O Mundial de Futebol foi o motivo para, pela primeira vez, a TV Norte Coreana transmitir em directo um evento à escala global para os seus cidadãos. O governo francês perante o descalabro que foi a participação da sua selecção viu-se obrigado a intervir directamente no assunto buscando justificações para o sucedido. Em sentido contrário o primeiro ministro Neo Zelandêz prometeu receber os seus jogadores como heróis dada a excelente prestação dos All White. Será o futebol apenas um jogo?
Pedro Tuna
Administrador da RoomDimensions - Soluções Tecnológicas para Salas de Controlo
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O NOVO AEROPORTO
domingo, 27 de junho de 2010
Cidades Donut
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Hoje vou fazer dinheiro
segunda-feira, 21 de junho de 2010
A Europa é boa
Em breve aumentará a contestação ao projecto europeu. A Europa já tem os inimigos em Portugal, acantonados numa perspectiva datada do mundo, num saudosismo histórico serôdio. Mas é provável que as restrições financeiras, cuja responsabilidade será única e erradamente atribuída à Europa, constituam arma de arremesso para quem preferia estar miseravelmente isolado.
A Europa tem melhorado a nossa vida em dimensões que já nem damos conta. E a tolerância, liberdade, mobilidade, democracia, oportunidades, respeito e paz, não estando nos níveis ideais, são cada vez mais reforçados de geração em geração.
Não se deixem enganar: a Europa é boa para Portugal.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 18 de Junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Crescimento inteligente e sustentável
quarta-feira, 9 de junho de 2010
16 de Junho - Debate - Tendências, o que vem aí?
Este é um evento que conta com a participação de três participantes do Mercado Puro.
Apareçam porque vai valer a pena!
Realiza-se no dia 16 de Junho, na EGP-UPBS ( Pólo dos Salazares), pelas 19 horas, o debate “Tendências: o que vem aí?”, uma discussão sobre tendências de mercado.
Para o evento foram convidados pela EGP-UPBS:
- Filipe Garcia, Economista da IMF e analista de mercados financeiros
- Pedro Barbosa, autor do livro “Speculations and Trends” e gestor na área do grande consumo
- Francisco Parada, especialista em ambiente e sustentabilidade
- Luís Meireles, especialista em infra-estruturas de transportes.
A entrada é livre.
sábado, 5 de junho de 2010
Crescer com oferta responsável
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sempre mais impostos!
Curiosamente, as empresas mal geridas utilizam o mesmo princípio, necessariamente ao contrário. Em vez de desenhar estratégias que permitam melhorar, cortam nos custos indiscriminadamente. Sempre a via mais fácil.
Querendo ver uma oportunidade em cada crise, espero que seja possível repensar o papel do Estado.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 4 de Junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ser Primeiro
A Apple ultrapassou a Microsoft em capitalização bolsista tornando-se a maior empresa tecnológica do mundo.
Isto pareceria impossível há uns anos, mas num mercado livre qualquer um pode ambicionar ser líder.
O carismático Presidente da Apple Steve Jobs superou uma doença gravíssima e provou que para se ser o maior é preciso sonhar, arriscar, inovar, não ter medo de errar, não agradar a todos e, sobretudo, trabalhar muito.
Que este feito inspire cada um de nós a dar o máximo e a sermos melhores de dia para dia.
Publicado no Jornal Metro, 2 de Junho de 2010
http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20100602/1/11/
Miguel Braga
miguel.braga@gmail.com
Sócio Gerente
Rule of Thumb LtdMais dinheiro
As recentes medidas de austeridade anunciadas pelo executivo de José Sócrates retiram poder de compra a portugueses de todas as classes sociais, prejudicando, em particular os que têm mais acesso a liquidez. terça-feira, 1 de junho de 2010
"Decoupling" à portugesa
Em Portugal, a evolução positiva que se tem registado nos indicadores de confiança das empresas e no volume de produção da indústria contrasta com o pessimismo crescente das famílias. Estaremos perante um "decoupling" à portuguesa, em que a uma maior actividade empresarial não corresponde mais emprego e confiança das famílias? No longo prazo é pouco provável que os dois agregados possam caminhar de forma separada, mas é fácil compreender as diferenças actualmente observadas.
As famílias encontram-se pressionadas há vários meses, sensíveis às más notícias: economia anémica, desemprego em alta, medidas de consolidação orçamental (incluindo aumento de impostos), situação política instável e alguma desconfiança no sistema financeiro. As empresas não são imunes ao mesmo contexto, mas a sua veia exportadora tem-lhes permitido navegar por mares de maior optimismo, pelo menos por agora.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Diário Económico em 1 de Junho de 2010 (pág. 14)
domingo, 30 de maio de 2010
Contra-Natura
A disciplina financeira que se exige a Portugal é tão necessária como contra-natura. Não temos tradição de finanças públicas sustentáveis, sempre com financiamento "especial".
Mal nasce, Portugal conquista terras e riquezas aos mouros. Depois expande-se por África e por mar. Séculos a viver de impostos, ouro, especiarias e escravos. O Brasil independente força a 4 das 5 falências da nossa História. Entre dificuldades chega-se à 2ª GM, onde acumulámos ouro e outras reservas. Em democracia vieram os dinheiros do FMI e a seguir da Europa, que agora se esgotam. Desde 1974 o país não regista um superavit orçamental ou comercial.
Será possível mudar um país assim?
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 28 de Maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Escassez do crédito
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Puramente #45 - The End of The Free Market
Autor: Ian Bremmer
Data Original: Maio 2010
Frase: "Who Wins the War Between States and Corporations?"
Keywords: State Capitalism, Economics, Communism, China, Market
Apreciação: ****
O novíssimo livro de Ian Bremmer trata de ciência económica e política, numa abordagem pouco habitual e altamente contemporânea. O autor começa por relembrar que, apesar da Guerra Fria ter terminado há décadas, as sociedades tendem a considerar que ainda vivemos num paradigma de economia política onde existem dois conceitos antagónicos: o capitalismo e o comunismo. No entanto, uma terceira estratégia, situada algures entre estas duas, constitui uma tendência crescente e imbatível: o capitalismo estatal.
O capitalismo estatal constitui uma forma muito menos inflexível de governar os mercados a partir de um comando central, onde as empresas existem e actuam de forma livre mas controlada, gratas por ganhar dinheiro, mas reguladas de acordo com objectivos políticos. Trata-se de um movimento em formação contínua há tempo suficiente para que se considere credível e real, segundo Bremmer. A formulação do nome e o seu posicionamento como um novo modelo económico constitui uma novidade que por si só justifica a aquisição do livro.
Na primeira parte do livro, Bremmer explica o que é o capitalismo estatal, contextualizando-o no passado histórico e económico e justificando a lógica que sustentou a sua progressiva criação. O autor dedica a segunda metade a discutir os problemas que este modelo pode acarretar nas macroconomias nacionais e microeconomias empresariais, onde a criação de valor e capital passa de ser o fim para um meio, sendo o novo fim um objectivo político.
Dificuldades à parte, o modelo parece ganhar forma de tendência, com países como a China Arábia Saudita, Ucrânia, Índia e mesmo a Rússia a enveredarem pela sua utilização progressiva. Por saber fica se o modelo sofrerá do mesmo problema que o comunismo, a incapacidade de controlar centralmente uma economia.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Go Ahead!
A maior limitação para que as empresas se rejuvenesçam permanentemente é a gestão de riscos, que se pode transformar, quando não bem percebida pela organização, num travão à produção de novas ideias e sobretudo à sua colocação em prática. domingo, 23 de maio de 2010
Puramente #44 - How to Win Friends and Influence People
Autor: Dale Carnegie
Data Original: Julho 1937
Frase: "Manage people but letting them think they are managing"
Keywords: Influence, Relationship, Leadership, Sales, Effectiveness, Motivation
Apreciação: ****
“Como ganhar amigos e influenciar as pessoas“ é uma obra de referência, que importa recordar na altura
A actualidade da obra relaciona-se com o facto da mesma tratar do entendimento da natureza humana, um factor intemporal, que apenas necessita do enquadramento contextual das mudanças geracionais que se verificaram no pós guerra. Uma leitura destas 320 páginas resulta em que quase todos os conceitos se aplicam hoje como ontem. O autor sustenta que o sucesso financeiro de uma pessoa ou de uma empresa assenta 15% em know how e 85% na capacidade de exprimir ideias, assumir liderança e criar entusiasmo e motivação nos grupos de trabalho.
Dale considera fundamental que os gestores evitem criticas directas, iniciando o processo por uma autocrítica ou procurando compreensão e soluções, em vez de encontrar responsáveis e culpabilizá-los. Por outro lado, expressar reconhecimento e fazer as pessoas acreditar que os objectivos e ideias são delas são passos vitais para a eficácia do processo. O autor aconselha ainda todos os leitores promover encontros presenciais e recordarem-se dos factos principais dos doutros, como os seus nomes, interesses pessoais e outra informação familiar.
O livro peca apenas por ter como base uma relação comercial, num tempo em que o longo prazo não era tão valorizado como nos mercados actuais, mas ainda assim é uma obra recomendada.
sábado, 22 de maio de 2010
Portugal, Criança Pequena
O Estado Português comporta-se como uma criança pequena, incapaz de aprender com os erros de outros, obrigando os seus cidadãos a um modelo insustentável e inconsistente, por incompetência.
Todos sabem que só se pode gastar aquilo que consegue auferir, com excepção dos Governos portugueses. Em vez de cortar na despesa, mexeram sempre na receita, de forma que agora só um aumento de impostos e outras taxações poderia controlar a dívida. Esta medida não é um acto de maturidade mas de desespero, fruto de irresponsabilidade acumulada na construção de uma economia insustentável.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O Mundo vai acabar?
O Mundo vai acabar?
O Mundo mudou? Sim, mas não é de agora. Estamos a corrigir dos excessos de crédito nas economias ocidentais e em adaptação ao processo de Globalização. Notar que nos anos 80 eram países da América Latina os responsáveis por mais de metade da dívida externa mundial. Hoje o Top 3 mundial é composto pelos EUA, Reino Unido e Alemanha.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado na pág. 13 do jornal Metro em 21 de Maio de 2010
Carreira ou Família?
terça-feira, 18 de maio de 2010
Roulotes Duvidosas
Roulotes duvidosas
As tímidas alterações verificadas no sector do retalho farmacêutico produziram efeitos positivos. A maior competitividade teve como consequência mais e melhores farmácias, unidades abertas todos os dias da semana, ou todas as horas do dia. Quem são os beneficiados? Os clientes!
Urge no comércio uma liberalização, de forma a aumentar a competitividade e melhorar o serviço ao cliente - prioritárias são as aberturas todos os dias da semana e, considerando limitações de ruído, a liberalização de comércio nocturno, hoje estranhamente limitado a estações de serviço e roulottes duvidosas.quinta-feira, 13 de maio de 2010
Transporte teconolóGico bem alternatiVo?
A caminho dos “Estados Unidos da Europa”?
Deve notar-se que a reacção dos mercados foi mais positiva nas acções e obrigações do que no mercado cambial. Isto explica-se porque o risco de default de países e empresas - sobretudo bancos - caiu, mas o valor relativo do euro não saiu reforçado. Ao comprar obrigações através dos bancos centrais, o BCE acaba por ceder à vontade dos políticos europeus, manifestando perda de independência. Simultaneamente, sinaliza um processo de monetização da dívida. Dito de outra forma, um dos pilares do plano parece ser a emissão de toda a moeda necessária para cobrir eventuais dificuldades de crédito. Não é um bom sinal para o valor do euro no longo prazo, tal como não foi para o dólar quando a Fed fez o mesmo. Se em 2008 e 2009 a Fed comprava activos subprime (plano TARP) para salvar bancos, o BCE está a comprar obrigações para salvar países e os bancos que têm exposição elevada ou concentrada a esses países.
Estamos perante um momento histórico. Só uma união fiscal, em que as decisões orçamentais são mais centralizadas, permitirá dar sustentabilidade à Zona Euro. Numa Europa com essa configuração, os países do centro assumiriam com naturalidade um papel predominante. Sendo a Alemanha o país com maior dimensão, dinâmica e músculo financeiro, poderia ditar as regras e ser, finalmente, uma potência hegemónica. A decisão é dos europeus, mas é bem provável que tenha chegado a hora de existir uma clarificação.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Jornal i em 12 de Maio de 2010 (pág. 13)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Vulcão especulativo
domingo, 9 de maio de 2010
Actuar no Comportamento para baixar o spread bancário

