quarta-feira, 30 de junho de 2010
O NOVO AEROPORTO
domingo, 27 de junho de 2010
Cidades Donut
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Hoje vou fazer dinheiro
segunda-feira, 21 de junho de 2010
A Europa é boa
Em breve aumentará a contestação ao projecto europeu. A Europa já tem os inimigos em Portugal, acantonados numa perspectiva datada do mundo, num saudosismo histórico serôdio. Mas é provável que as restrições financeiras, cuja responsabilidade será única e erradamente atribuída à Europa, constituam arma de arremesso para quem preferia estar miseravelmente isolado.
A Europa tem melhorado a nossa vida em dimensões que já nem damos conta. E a tolerância, liberdade, mobilidade, democracia, oportunidades, respeito e paz, não estando nos níveis ideais, são cada vez mais reforçados de geração em geração.
Não se deixem enganar: a Europa é boa para Portugal.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 18 de Junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Crescimento inteligente e sustentável
quarta-feira, 9 de junho de 2010
16 de Junho - Debate - Tendências, o que vem aí?
Este é um evento que conta com a participação de três participantes do Mercado Puro.
Apareçam porque vai valer a pena!
Realiza-se no dia 16 de Junho, na EGP-UPBS ( Pólo dos Salazares), pelas 19 horas, o debate “Tendências: o que vem aí?”, uma discussão sobre tendências de mercado.
Para o evento foram convidados pela EGP-UPBS:
- Filipe Garcia, Economista da IMF e analista de mercados financeiros
- Pedro Barbosa, autor do livro “Speculations and Trends” e gestor na área do grande consumo
- Francisco Parada, especialista em ambiente e sustentabilidade
- Luís Meireles, especialista em infra-estruturas de transportes.
A entrada é livre.
sábado, 5 de junho de 2010
Crescer com oferta responsável
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sempre mais impostos!
Curiosamente, as empresas mal geridas utilizam o mesmo princípio, necessariamente ao contrário. Em vez de desenhar estratégias que permitam melhorar, cortam nos custos indiscriminadamente. Sempre a via mais fácil.
Querendo ver uma oportunidade em cada crise, espero que seja possível repensar o papel do Estado.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 4 de Junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ser Primeiro
A Apple ultrapassou a Microsoft em capitalização bolsista tornando-se a maior empresa tecnológica do mundo.
Isto pareceria impossível há uns anos, mas num mercado livre qualquer um pode ambicionar ser líder.
O carismático Presidente da Apple Steve Jobs superou uma doença gravíssima e provou que para se ser o maior é preciso sonhar, arriscar, inovar, não ter medo de errar, não agradar a todos e, sobretudo, trabalhar muito.
Que este feito inspire cada um de nós a dar o máximo e a sermos melhores de dia para dia.
Publicado no Jornal Metro, 2 de Junho de 2010
http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20100602/1/11/
Miguel Braga
miguel.braga@gmail.com
Sócio Gerente
Rule of Thumb LtdMais dinheiro
As recentes medidas de austeridade anunciadas pelo executivo de José Sócrates retiram poder de compra a portugueses de todas as classes sociais, prejudicando, em particular os que têm mais acesso a liquidez. terça-feira, 1 de junho de 2010
"Decoupling" à portugesa
Em Portugal, a evolução positiva que se tem registado nos indicadores de confiança das empresas e no volume de produção da indústria contrasta com o pessimismo crescente das famílias. Estaremos perante um "decoupling" à portuguesa, em que a uma maior actividade empresarial não corresponde mais emprego e confiança das famílias? No longo prazo é pouco provável que os dois agregados possam caminhar de forma separada, mas é fácil compreender as diferenças actualmente observadas.
As famílias encontram-se pressionadas há vários meses, sensíveis às más notícias: economia anémica, desemprego em alta, medidas de consolidação orçamental (incluindo aumento de impostos), situação política instável e alguma desconfiança no sistema financeiro. As empresas não são imunes ao mesmo contexto, mas a sua veia exportadora tem-lhes permitido navegar por mares de maior optimismo, pelo menos por agora.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Diário Económico em 1 de Junho de 2010 (pág. 14)
domingo, 30 de maio de 2010
Contra-Natura
A disciplina financeira que se exige a Portugal é tão necessária como contra-natura. Não temos tradição de finanças públicas sustentáveis, sempre com financiamento "especial".
Mal nasce, Portugal conquista terras e riquezas aos mouros. Depois expande-se por África e por mar. Séculos a viver de impostos, ouro, especiarias e escravos. O Brasil independente força a 4 das 5 falências da nossa História. Entre dificuldades chega-se à 2ª GM, onde acumulámos ouro e outras reservas. Em democracia vieram os dinheiros do FMI e a seguir da Europa, que agora se esgotam. Desde 1974 o país não regista um superavit orçamental ou comercial.
Será possível mudar um país assim?
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 28 de Maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Escassez do crédito
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Puramente #45 - The End of The Free Market
Autor: Ian Bremmer
Data Original: Maio 2010
Frase: "Who Wins the War Between States and Corporations?"
Keywords: State Capitalism, Economics, Communism, China, Market
Apreciação: ****
O novíssimo livro de Ian Bremmer trata de ciência económica e política, numa abordagem pouco habitual e altamente contemporânea. O autor começa por relembrar que, apesar da Guerra Fria ter terminado há décadas, as sociedades tendem a considerar que ainda vivemos num paradigma de economia política onde existem dois conceitos antagónicos: o capitalismo e o comunismo. No entanto, uma terceira estratégia, situada algures entre estas duas, constitui uma tendência crescente e imbatível: o capitalismo estatal.
O capitalismo estatal constitui uma forma muito menos inflexível de governar os mercados a partir de um comando central, onde as empresas existem e actuam de forma livre mas controlada, gratas por ganhar dinheiro, mas reguladas de acordo com objectivos políticos. Trata-se de um movimento em formação contínua há tempo suficiente para que se considere credível e real, segundo Bremmer. A formulação do nome e o seu posicionamento como um novo modelo económico constitui uma novidade que por si só justifica a aquisição do livro.
Na primeira parte do livro, Bremmer explica o que é o capitalismo estatal, contextualizando-o no passado histórico e económico e justificando a lógica que sustentou a sua progressiva criação. O autor dedica a segunda metade a discutir os problemas que este modelo pode acarretar nas macroconomias nacionais e microeconomias empresariais, onde a criação de valor e capital passa de ser o fim para um meio, sendo o novo fim um objectivo político.
Dificuldades à parte, o modelo parece ganhar forma de tendência, com países como a China Arábia Saudita, Ucrânia, Índia e mesmo a Rússia a enveredarem pela sua utilização progressiva. Por saber fica se o modelo sofrerá do mesmo problema que o comunismo, a incapacidade de controlar centralmente uma economia.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Go Ahead!
A maior limitação para que as empresas se rejuvenesçam permanentemente é a gestão de riscos, que se pode transformar, quando não bem percebida pela organização, num travão à produção de novas ideias e sobretudo à sua colocação em prática. domingo, 23 de maio de 2010
Puramente #44 - How to Win Friends and Influence People
Autor: Dale Carnegie
Data Original: Julho 1937
Frase: "Manage people but letting them think they are managing"
Keywords: Influence, Relationship, Leadership, Sales, Effectiveness, Motivation
Apreciação: ****
“Como ganhar amigos e influenciar as pessoas“ é uma obra de referência, que importa recordar na altura
A actualidade da obra relaciona-se com o facto da mesma tratar do entendimento da natureza humana, um factor intemporal, que apenas necessita do enquadramento contextual das mudanças geracionais que se verificaram no pós guerra. Uma leitura destas 320 páginas resulta em que quase todos os conceitos se aplicam hoje como ontem. O autor sustenta que o sucesso financeiro de uma pessoa ou de uma empresa assenta 15% em know how e 85% na capacidade de exprimir ideias, assumir liderança e criar entusiasmo e motivação nos grupos de trabalho.
Dale considera fundamental que os gestores evitem criticas directas, iniciando o processo por uma autocrítica ou procurando compreensão e soluções, em vez de encontrar responsáveis e culpabilizá-los. Por outro lado, expressar reconhecimento e fazer as pessoas acreditar que os objectivos e ideias são delas são passos vitais para a eficácia do processo. O autor aconselha ainda todos os leitores promover encontros presenciais e recordarem-se dos factos principais dos doutros, como os seus nomes, interesses pessoais e outra informação familiar.
O livro peca apenas por ter como base uma relação comercial, num tempo em que o longo prazo não era tão valorizado como nos mercados actuais, mas ainda assim é uma obra recomendada.
sábado, 22 de maio de 2010
Portugal, Criança Pequena
O Estado Português comporta-se como uma criança pequena, incapaz de aprender com os erros de outros, obrigando os seus cidadãos a um modelo insustentável e inconsistente, por incompetência.
Todos sabem que só se pode gastar aquilo que consegue auferir, com excepção dos Governos portugueses. Em vez de cortar na despesa, mexeram sempre na receita, de forma que agora só um aumento de impostos e outras taxações poderia controlar a dívida. Esta medida não é um acto de maturidade mas de desespero, fruto de irresponsabilidade acumulada na construção de uma economia insustentável.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O Mundo vai acabar?
O Mundo vai acabar?
O Mundo mudou? Sim, mas não é de agora. Estamos a corrigir dos excessos de crédito nas economias ocidentais e em adaptação ao processo de Globalização. Notar que nos anos 80 eram países da América Latina os responsáveis por mais de metade da dívida externa mundial. Hoje o Top 3 mundial é composto pelos EUA, Reino Unido e Alemanha.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado na pág. 13 do jornal Metro em 21 de Maio de 2010
Carreira ou Família?
terça-feira, 18 de maio de 2010
Roulotes Duvidosas
Roulotes duvidosas
As tímidas alterações verificadas no sector do retalho farmacêutico produziram efeitos positivos. A maior competitividade teve como consequência mais e melhores farmácias, unidades abertas todos os dias da semana, ou todas as horas do dia. Quem são os beneficiados? Os clientes!
Urge no comércio uma liberalização, de forma a aumentar a competitividade e melhorar o serviço ao cliente - prioritárias são as aberturas todos os dias da semana e, considerando limitações de ruído, a liberalização de comércio nocturno, hoje estranhamente limitado a estações de serviço e roulottes duvidosas.quinta-feira, 13 de maio de 2010
Transporte teconolóGico bem alternatiVo?
A caminho dos “Estados Unidos da Europa”?
Deve notar-se que a reacção dos mercados foi mais positiva nas acções e obrigações do que no mercado cambial. Isto explica-se porque o risco de default de países e empresas - sobretudo bancos - caiu, mas o valor relativo do euro não saiu reforçado. Ao comprar obrigações através dos bancos centrais, o BCE acaba por ceder à vontade dos políticos europeus, manifestando perda de independência. Simultaneamente, sinaliza um processo de monetização da dívida. Dito de outra forma, um dos pilares do plano parece ser a emissão de toda a moeda necessária para cobrir eventuais dificuldades de crédito. Não é um bom sinal para o valor do euro no longo prazo, tal como não foi para o dólar quando a Fed fez o mesmo. Se em 2008 e 2009 a Fed comprava activos subprime (plano TARP) para salvar bancos, o BCE está a comprar obrigações para salvar países e os bancos que têm exposição elevada ou concentrada a esses países.
Estamos perante um momento histórico. Só uma união fiscal, em que as decisões orçamentais são mais centralizadas, permitirá dar sustentabilidade à Zona Euro. Numa Europa com essa configuração, os países do centro assumiriam com naturalidade um papel predominante. Sendo a Alemanha o país com maior dimensão, dinâmica e músculo financeiro, poderia ditar as regras e ser, finalmente, uma potência hegemónica. A decisão é dos europeus, mas é bem provável que tenha chegado a hora de existir uma clarificação.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Jornal i em 12 de Maio de 2010 (pág. 13)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Vulcão especulativo
domingo, 9 de maio de 2010
Actuar no Comportamento para baixar o spread bancário
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Proibição do Facebook
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Democratização da História
A Biblioteca do Congresso americana tomou uma decisão tão original como controversa: o arquivo digital de todas as mensagens do Twitter. Permanece a dúvida : trata-se de um passo novo e diferente para o arquivo da história digital, ou um potencial problema de privacidade? Independentemente dessa discussão, o realmente relevante deste processo é que os arquivos deixarão de ter informação seleccionada e filtrada para passar a ter toda a informação trocada. Pela primeira vez, um projecto de Web Capture que acarreta um milestone: a democratização da informação histórica.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Milestone S&P
Merece louvor a baixa de rating que a Standard and Poor’s fez a Portugal na semana passada. Sem pretensão de uma análise de justiça técnica dessa acção, o louvor é atribuído pelas rápidas consequências dessa tão criticada decisão da S&P. Uma empresa privada conseguiu num dia o que o Parlamento e o Presidente de um país não conseguiram : consenso entre Governo e oposição e um plano rápido e assertivo para reduzir o absurdo défice do país. Um milestone.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
PuraMente #43 - ReWork
Autor: Jason Fried e David Hansson
Data Original: Março 2010
Frase: " Failure is Not a Rite Of Passage"
Keywords: rework, reeingineering; reinvent; success; rethink; inspirational;
Apreciação: ***
Fried e Hansson são os autores de um conhecido blog: “Signal Vs Noise”, que trata temas como design, cultura e motivação, ou a arte de gerir de uma forma diferente. Os autores são os donos da empresa 37 signs, que constrói soluções de software alegadamente disruptivas baseadas na Web.
O livro ReWork é uma obra que vale a pena ler, porque põe as normas
As 270 páginas do livro são lidas em pouco mais de duas horas, de forma descontraída e calma, porque cerca de metade do volume é ocupado com frases pequenas escritas em tamanho garrafal, ao estilo artwork, com aspecto kitch mas urbano. São mensagens que os autores querem sublinhar e este terá sido o formato escolhido para tal. A organização das partes é curiosa (“takedowns”, ”go”, ”progress”, ”productivuity”, ”competitors”, ”evolution”, ”promotion”, ”hiring”, ”damage control”, ”culture”) e demosntra que os autores fazem aquilo que aconselham: não seguem necessariamente o caminho esperado e a lógica assumida das coisas.
ReWork não é um livro que aporte novas teorias revolucionárias ou ideias inesperadas, mas não deve subsistir dúvida quanto ao valor que a obra tem para quem não acompanha o referido blog – merece o investimento de tempo, porque acrescenta valor, tanto a novos ou potenciais empresários, como aos já estabelecidos, bem como a qualquer gestor, ou, num outro registo, a todos que se interessam por simplesmente saber evoluir.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A Arte de bem copiar
Os seus depósitos estão seguros?
Por princípio, há que diversificar, por bancos e seu país de origem e por classe de activos. Depósitos correm o risco de o banco falir, ainda que exista um fundo de garantia, que só cobre depósitos e nada mais.
Ao contrário do que se pensa, no caso das acções, fundos ou outros títulos, eles não se confundem com o activo do banco, que apenas os "guarda". Se um banco falisse, a carteira continuaria na posse do investidor.
É importante referir que não há, neste momento, qualquer indicação que o sistema financeiro português esteja sob tal stress que os depósitos estejam em risco.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 30 de Abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Na senda do Dragão
terça-feira, 27 de abril de 2010
Cidadãos Exemplares
Os portugueses estão assustados. A economia não gera emprego e quem perde o seu posto de trabalho fica no mercado durante muito tempo. A pressão internacional sobre o país é crescente, aumentando o riscos económico-financeiros e diminuindo a confiança. Para mais, os portugueses sabem que as taxas de juro voltarão a subir mais tarde ou mais cedo.
Os portugueses procuram segurança, querem ter depósitos e acesso a liquidez imediata, estando dispostos a receber uma remuneração pouco atractiva.
Nos últimos meses os portugueses não se tornaram mais responsáveis, nem têm maior rendimento disponível. Estão assustados e sem confiança num contexto de incerteza, tendo-se invertido os papéis: são os cidadãos que estão a poupar e a dar o exemplo ao Estado.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Diário Económico em 27 de Abril de 2010 (pág. 32)
Satisfação eficaz
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Urgência nas urgências
domingo, 25 de abril de 2010
O Paradoxo da Despesa Pública
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Revolução Silenciosa
Está em curso uma alteração de modelo, abandonando-se o modelo de mão-de-obra intensiva e privilegiando a produtividade. Assim se explica maior produção com menos empregados e horas trabalhadas.
Trata-se de uma revolução silenciosa. Dolorosa em termos de desemprego, mas é a única hipótese de sobrevivência para a indústria nacional.
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 23 de Abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Vulcão de Taleb
Foi um vulcão na pequena Islândia que trouxe a teoria do “Cisne Negro” de Nassim Taleb à memória dos que leram os imperdíveis livros. Cisne Negro é um acontecimento que reúne três atributos: raridade, impacto extremo e previsibilidade retrospectiva. A teoria considera que o "mundo civilizado" trabalha segundo a falsa convicção que os seus instrumentos podem medir a incerteza e a previsão é uma ciência, o que estes fenómenos põem em causa. O vulcão da Islândia e os seus galopantes efeitos são a prova de que o imprevisível tem um lugar demasiado importante e menosprezado na economia mundial.Everybody Loves You When You're Dead
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Execução Fiscal 1º Trimestre
O Ministério das Finanças, através do seu comunicado de imprensa de ontem (20/04/2010) congratula-se em apresentar uma melhoria das contas públicas, graças ao aumento de 0,8% das receitas fiscais no 1º trimestre de 2010.
Compreendo que, em vésperas da interpelação promovida pelo PSD sobre assuntos económicos, o Governo anuncie um aumento da sua eficiência fiscal.
Eu, pessoalmente, congratulava-me muito mais se o aumento da eficiência assentasse numa redução efectiva da despesa e não num aumento dos impostos indirectos suportados pelas empresas e cidadãos nacionais.
De facto, a despesa decresceu apenas 0,4%, o que corresponde a um grau de execução orçamental de 20%. Ou seja, foi graças ao IVA e ao ISV que as contas portuguesas melhoraram, e não graças a uma melhor gestão dos dinheiros públicos.
A meu ver, assim não vamos lá.
Jorge Serra
sábado, 17 de abril de 2010
PuraMente #42 - Flip It
Autor: Michael Heppel
Data Original: Dezembro 2009
Frase: " How to get the best out of Everything"
Keywords: Flip It, reinvent; positive; creativity; new way;
Apreciação: ***
Flip It não é um tradicional livro de gestão. Na realidade, nem sequer é um livro de gestão. Trata-se de uma obra cujo conteúdo pode ser aproveitado também para melhor gerir empresas e negócios, mas o enfoque principal está na pessoa, no indivíduo, no leitor.
O objectivo de Heppel é demonstrar que há sempre uma forma melhor de fazer as coisas e aproveitar mais cada processo, parte da vida, problema e oportunidade. Flip é o verbo que o autor inventou para reinventar uma nova forma de agir em cada aspecto, de forma a chegar mais longe, ser melhor e conseguir atingir e superar os objectivos. Heppel não se limita a dissertar, recomendar ou sugerir – o autor refere exemplos reais de forma constante e propõe frameworks para variadíssimas das suas teses, um valor acrescentado importante.
As 156 páginas de Flip It dividem-se em propostas de reinvenção em áreas como a felicidade, amigos, família, amor, saúde, dinheiro, sucesso, criatividade, trabalho e negócios, futuro e ”tudo o resto”. A fórmula de comunicação escolhida – muito popular – posiciona um livro entre uma a boa proposta de valor e um light manual. Num outro registo, Flip It toca em temas óbvios, mas sobre os quais convém ser recordado periodicamente, já que muitos dos bons conselhos para mais eficácia na vida e nos negócios são tão fáceis de entender como de esquecer.
A reinvenção permanente é uma tendência crescente, pelo que o livro ganha um interesse adicional. Finalmente, mudar radicalmente a forma como cada um encara determinado problema ou aspecto e procurar absolutas novas formas de o fazer é uma missão que só pode melhorar as pessoas, as famílias, as empresas, e em última análise o mundo.
Um livro que se recomenda a todos.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Cooperação Competitiva
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Tordesilhas XXI
Estas negociações trazem-nos à memória outra época histórica, quando em 1494 Portugal reclamou outras "terras de ninguém", que viriam a alimentar o Reino durante séculos por lá se encontrar o que hoje é o Brasil.
Saiba e possa o país aproveitar e rentabilizar estes novos territórios e o ano de 2010 ficará também na história nacional.
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 15 de Abril de 2010


