domingo, 9 de maio de 2010

Actuar no Comportamento para baixar o spread bancário

Os bancos adoptam Modelos Comportamentais na avaliação do risco das pequenas empresas, abandonando análises rigorosas às peças contabilísticas, que pouco valor acrescenta.
Deste modo, garantem economias significativas em consumo de capital e um impacto positivo na conta de exploração e na competitividade.
Numa fase em que se paga mais pelo crédito, cabe às pequenas empresas garantir que através de uma gestão sã, prudente e profissional, das suas contas bancárias e tesouraria, é possível melhorar o seu risco e reduzir o spread dos seus créditos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Proibição do Facebook

A Câmara Municipal de Coimbra proibiu recentemente o acesso de todos os seus funcionários ao Facebook. A questão do livre acesso da Internet nos locais de trabalho pode colidir com a produtividade. A medida da Câmara é legítima e provavelmente acertada. Sempre que for difícil o “princípio da utilização responsável”, haveria que ponderar uma “internet happy hour” em que os funcionários poderiam aceder à internet por uns minutos uma ou duas vezes ao dia para as suas “necessidades essenciais” sem restrições. Publicado no Jornal Metro 7 de Maio 2010 http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20100507/1/9/ Miguel Braga miguel.braga@gmail.com Adminitrador Rule of Thumb Ltd

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Democratização da História

A Biblioteca do Congresso americana tomou uma decisão tão original como controversa: o arquivo digital de todas as mensagens do Twitter. Permanece a dúvida : trata-se de um passo novo e diferente para o arquivo da história digital, ou um potencial problema de privacidade? Independentemente dessa discussão, o realmente relevante deste processo é que os arquivos deixarão de ter informação seleccionada e filtrada para passar a ter toda a informação trocada. Pela primeira vez, um projecto de Web Capture que acarreta um milestone: a democratização da informação histórica.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Milestone S&P

Merece louvor a baixa de rating que a Standard and Poor’s fez a Portugal na semana passada. Sem pretensão de uma análise de justiça técnica dessa acção, o louvor é atribuído pelas rápidas consequências dessa tão criticada decisão da S&P. Uma empresa privada conseguiu num dia o que o Parlamento e o Presidente de um país não conseguiram : consenso entre Governo e oposição e um plano rápido e assertivo para reduzir o absurdo défice do país. Um milestone.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PuraMente #43 - ReWork

Nome: ReWork

Autor: Jason Fried e David Hansson

Data Original: Março 2010

Frase: " Failure is Not a Rite Of Passage"

Keywords: rework, reeingineering; reinvent; success; rethink; inspirational;

Apreciação: ***

Fried e Hansson são os autores de um conhecido blog: “Signal Vs Noise”, que trata temas como design, cultura e motivação, ou a arte de gerir de uma forma diferente. Os autores são os donos da empresa 37 signs, que constrói soluções de software alegadamente disruptivas baseadas na Web.

O livro ReWork é uma obra que vale a pena ler, porque põe as normas em causa. Põe os standards em dúvida. É um espaço de cepticismo, sem permanecer na penumbra da dúvida. As dissertações dos dois autores chegam a colocar o leitor numa posição de temporário desconforto, assim que alguns dos conceitos que tem como factos irreversíveis de boa gestão numa óptica contemporânea são postos em causa. No entanto, o livro faz este percurso sem necessariamente dizer que tudo está mal, e se torna necessário fazer de novo.

As 270 páginas do livro são lidas em pouco mais de duas horas, de forma descontraída e calma, porque cerca de metade do volume é ocupado com frases pequenas escritas em tamanho garrafal, ao estilo artwork, com aspecto kitch mas urbano. São mensagens que os autores querem sublinhar e este terá sido o formato escolhido para tal. A organização das partes é curiosa (“takedowns”, ”go”, ”progress”, ”productivuity”, ”competitors”, ”evolution”, ”promotion”, ”hiring”, ”damage control”, ”culture”) e demosntra que os autores fazem aquilo que aconselham: não seguem necessariamente o caminho esperado e a lógica assumida das coisas.

ReWork não é um livro que aporte novas teorias revolucionárias ou ideias inesperadas, mas não deve subsistir dúvida quanto ao valor que a obra tem para quem não acompanha o referido blog – merece o investimento de tempo, porque acrescenta valor, tanto a novos ou potenciais empresários, como aos já estabelecidos, bem como a qualquer gestor, ou, num outro registo, a todos que se interessam por simplesmente saber evoluir.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Arte de bem copiar

Copiar continua a ser um bom negócio e é uma prática crescente no mercado global.
O segredo é não esperar, procurando activamente novas ideias, em locais recônditos e longínquos, copiando bem e melhorando a oferta em preço e qualidade.
As empresas que abandonam o estigma do “copy is bad”, que se adaptam à disciplina do copiar, e que definem na sua estratégia ajustamentos de melhoria do produto, também conseguem garantir a criação de valor, não sendo este atributo exclusivo dos que inovam.

Os seus depósitos estão seguros?



Em tempos de turbulência, todos se preocupam com a segurança das poupanças. O medo impera, mas deve fugir-se da irracionalidade.
Por princípio, há que diversificar, por bancos e seu país de origem e por classe de activos.  Depósitos correm o risco de o banco falir, ainda que exista um fundo de garantia, que só cobre depósitos e nada mais.
Ao contrário do que se pensa, no caso das acções, fundos ou outros títulos, eles não se confundem com o activo do banco, que apenas  os "guarda". Se um banco falisse, a carteira continuaria na posse do investidor.
É importante referir que não há, neste momento, qualquer indicação que o sistema financeiro português esteja sob tal stress que os depósitos estejam em risco.

Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no jornal Metro em 30 de Abril de 2010


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Na senda do Dragão

A economia chinesa mantêm um forte crescimento e a recente recessão apenas criou uma pequena turbulência, dado o gigantesco pacote de estímulos que anima a procura doméstica.
Ninguém quer deixar de participar na robustez desta economia e não é por acaso que, praticamente, todas as 500 maiores empresas americanas já lá estão instaladas.
Quem lá está precisa de batalhar muito para sobreviver, mas não investir na China, é garantia de que os concorrentes chegarão lá primeiro.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Cidadãos Exemplares



Em princípio, a tendência para os portugueses voltarem a poupar poderia ser um bom indicador. Um nível de poupança superior ajuda um país a diminuir a dependência externa a todos os níveis e alarga o leque de escolhas. Porém, não é possível dissociar esta alteração de comportamento dos portugueses da difícil conjuntura económica que se lhes depara.

Os portugueses estão assustados. A economia não gera emprego e quem perde o seu posto de trabalho fica no mercado durante muito tempo. A pressão internacional sobre o país é crescente, aumentando o riscos económico-financeiros e diminuindo a confiança. Para mais, os portugueses sabem que as taxas de juro voltarão a subir mais tarde ou mais cedo.

Os portugueses procuram segurança, querem ter depósitos e acesso a liquidez imediata, estando dispostos a receber uma remuneração pouco atractiva.

Nos últimos meses os portugueses não se tornaram mais responsáveis, nem têm maior rendimento disponível. Estão assustados e sem confiança num contexto de incerteza, tendo-se invertido os papéis: são os cidadãos que estão a poupar e a dar o exemplo ao Estado.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros

Artigo publicado no Diário Económico em 27 de Abril de 2010 (pág. 32)


Satisfação eficaz

Entre os mais avançados modelos de controle de
gestão, surgiu recentemente uma técnica que revela grande eficácia e surpreendente simplicidade. Trata-se de monitorizar de forma permanente e detalhada a satisfação dos colaboradores. O índice de satisfação interno revelou ser não só muitíssimo correlacionado com os resultados do negócio, como também um leading indicator capaz de prever com suficiente antecedência alterações ou problemas no negócio. Ao avaliar a satisfação dos colaboradores, os gestores antevêm potenciais problemas a tempo de os corrigirem, ou minorarem os seus efeitos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Urgência nas urgências

Os serviços de urgência melhoraram em meios de diagnóstico, mas o número de reclamações dos utentes em 2009 subiu 14% face a 2008.
Permanece uma falta de organização, cultura e princípios básicos no que toca ao relacionamento dos profissionais de saúde com os doentes, demonstrando que as reformas encetadas ainda não foram suficientes e que os hospitais não conseguiram resolver o problema das "falsas" urgências. Mas a estadia na urgência, que já de si é dolorosa, poderia não ser tão penosa para o doente e para os próprios profissionais, se a todo o momento se pensasse que estamos na presença de vidas humanas, doentes física e psicologicamente.
Tudo seria melhor, se os profissionais de saúde encarassem a urgência não como um frete e nem sequer como um mal necessário para subirem na carreira. No entanto, parece-me existir uma preocupação ... a de garantir a formação contínua, a qual assegura a ascensão na privada de forma sustentada.

domingo, 25 de abril de 2010

O Paradoxo da Despesa Pública

Nos últimos 33 anos a despesa pública, em percentagem do PIB, tem crescido de forma quase linear. Hoje já ultrapassamos a barreira dos 50%, o que representa um crescimento de mais de 72% em relação a 1977.
Se olharmos para o resto da Europa, encontramos nos países desenvolvidos taxas de despesa semelhantes ou até superiores e nos países menos desenvolvidos, mas com taxas de crescimento bem mais interessantes, taxas de despesa muito inferiores.
Somos portanto um paradoxo, despesa ao nível dos mais ricos, mas na realidade somos dos mais pobres.
As finanças públicas, tal como a maioria dos portugueses, vida muito para lá da sua capacidade financeira.
É óbvio que a despesa pública tem implicações no crescimento do PIB, pelo que sem esta despesa pública não teríamos tido as mesmas taxas de crescimento.
Acontece porém que esta despesa significa endividamento, pelo que entre as duas prefiro o modelo dos poupadinhos, que graças ao sector privado vão crescendo bem mais depressa que Portugal.
Dizem-me que cada vez que o número de países da CE aumenta, o nosso desafio se renova: chegar ao último lugar do pelotão. Com esta situação e não se vislumbrando uma inversão do caminho, penso que, lamentavelmente, não será difícil cumprir a profecia.
Jorge Serra

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Revolução Silenciosa



Em Fevereiro, o volume de negócios da indústria portuguesa subiu 12.9% face há um ano, enquanto o emprego diminuiu 4.7%. O índice de emprego na indústria desce consecutivamente desde Fevereiro de 2009, mas a produção cresceu em mais de metade dos últimos 12 meses.

Está em curso uma alteração de modelo, abandonando-se o modelo de mão-de-obra intensiva e privilegiando a produtividade.  Assim se explica maior produção com menos empregados e horas trabalhadas.

Trata-se de uma revolução silenciosa. Dolorosa em termos de desemprego, mas é a única hipótese de sobrevivência para a indústria nacional.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 23 de Abril de 2010







quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vulcão de Taleb

Foi um vulcão na pequena Islândia que trouxe a teoria do “Cisne Negro” de Nassim Taleb à memória dos que leram os imperdíveis livros. Cisne Negro é um acontecimento que reúne três atributos: raridade, impacto extremo e previsibilidade retrospectiva. A teoria considera que o "mundo civilizado" trabalha segundo a falsa convicção que os seus instrumentos podem medir a incerteza e a previsão é uma ciência, o que estes fenómenos põem em causa. O vulcão da Islândia e os seus galopantes efeitos são a prova de que o imprevisível tem um lugar demasiado importante e menosprezado na economia mundial.

Everybody Loves You When You're Dead

Da morte, diz-se duas coisas: tudo perdoa e, no caso dos artistas, valoriza. E para Michael Jackson, essa é a mais pura das verdades. De menino de ouro nos anos 70 e 80 até ao declínio causado pela vida atribulada e excêntrica que o transformou numa das punchlines para anedotas preferidas da América, o falecimento veio reabilitar a imagem muito desgastada do cantor.
Embora a anos-luz dos 100 milhões de Thriller, na semana que se seguiu três dos seus álbuns ocuparam o top de vendas nos Estados Unidos, e o serviço Last.fm, que fornece estatísticas de hábitos de escuta dos seus utilizadores não mente - mais 100 mil ouvintes que na semana anterior. Com mais de meio ano passado desde o seu falecimento, os seus herdeiros assinaram um contrato no valor de 200 milhões de euros - o mais alto de sempre, numa altura que a própria indústria considera de vacas magras. Enquanto o retorno deste investimento por parte da Sony seja quase garantido, os valores nunca seriam tão altos com Jackson - ainda há um ano o Wacko Jacko - ainda vivo.
A morte acabou por ser a redenção do "Rei da Pop". Ninguém mais ousará dizer que vai nu.
Luís Silva
Crítico musical
Públicado no Metro do dia 22 de Abril

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Execução Fiscal 1º Trimestre

O Ministério das Finanças, através do seu comunicado de imprensa de ontem (20/04/2010) congratula-se em apresentar uma melhoria das contas públicas, graças ao aumento de 0,8% das receitas fiscais no 1º trimestre de 2010.

Compreendo que, em vésperas da interpelação promovida pelo PSD sobre assuntos económicos, o Governo anuncie um aumento da sua eficiência fiscal.

Eu, pessoalmente, congratulava-me muito mais se o aumento da eficiência assentasse numa redução efectiva da despesa e não num aumento dos impostos indirectos suportados pelas empresas e cidadãos nacionais.

De facto, a despesa decresceu apenas 0,4%, o que corresponde a um grau de execução orçamental de 20%. Ou seja, foi graças ao IVA e ao ISV que as contas portuguesas melhoraram, e não graças a uma melhor gestão dos dinheiros públicos.

A meu ver, assim não vamos lá.

Jorge Serra

sábado, 17 de abril de 2010

PuraMente #42 - Flip It

Nome: Flip It

Autor: Michael Heppel

Data Original: Dezembro 2009

Frase: " How to get the best out of Everything"

Keywords: Flip It, reinvent; positive; creativity; new way;

Apreciação: ***

Flip It não é um tradicional livro de gestão. Na realidade, nem sequer é um livro de gestão. Trata-se de uma obra cujo conteúdo pode ser aproveitado também para melhor gerir empresas e negócios, mas o enfoque principal está na pessoa, no indivíduo, no leitor.

O objectivo de Heppel é demonstrar que há sempre uma forma melhor de fazer as coisas e aproveitar mais cada processo, parte da vida, problema e oportunidade. Flip é o verbo que o autor inventou para reinventar uma nova forma de agir em cada aspecto, de forma a chegar mais longe, ser melhor e conseguir atingir e superar os objectivos. Heppel não se limita a dissertar, recomendar ou sugerir – o autor refere exemplos reais de forma constante e propõe frameworks para variadíssimas das suas teses, um valor acrescentado importante.

As 156 páginas de Flip It dividem-se em propostas de reinvenção em áreas como a felicidade, amigos, família, amor, saúde, dinheiro, sucesso, criatividade, trabalho e negócios, futuro e ”tudo o resto”. A fórmula de comunicação escolhida – muito popular – posiciona um livro entre uma a boa proposta de valor e um light manual. Num outro registo, Flip It toca em temas óbvios, mas sobre os quais convém ser recordado periodicamente, já que muitos dos bons conselhos para mais eficácia na vida e nos negócios são tão fáceis de entender como de esquecer.

A reinvenção permanente é uma tendência crescente, pelo que o livro ganha um interesse adicional. Finalmente, mudar radicalmente a forma como cada um encara determinado problema ou aspecto e procurar absolutas novas formas de o fazer é uma missão que só pode melhorar as pessoas, as famílias, as empresas, e em última análise o mundo.

Um livro que se recomenda a todos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cooperação Competitiva

Foto: Luís Ferreira
Como podemos pedir a empresas, de pequena dimensão, restritos recursos (humanos, tecnológicos e financeiros) e delicado acesso a informação relevante, que conquistem novos mercados?
Ainda que a internacionalização deva ser missão nas PME portuguesas, verifica-se que acções isoladas são respostas limitadas às exigências do mercado global.
Pelo contrário, a cooperação competitiva pode ser um instrumento relevante: aportando escala, agilidade, inovação e produtividade, a par da dispersão do esforço e do risco. Contudo, exige visão, estratégia e resiliência – em muitos casos, uma verdadeira revolução na cultura empresarial nacional.
Publicado no Jornal "METRO" em 16-Abr-2010.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tordesilhas XXI



Portugal está a tentar, junto da ONU, a extensão da sua plataforma continental, com vista à duplicação da área marítima sob jurisdição portuguesa. Aparentemente não haverá obstáculos às pretensões portuguesas dado que a área reclamada é, actualmente, "terra de ninguém".

Estas negociações trazem-nos à memória outra época histórica, quando em 1494 Portugal reclamou outras "terras de ninguém", que viriam a alimentar o Reino durante séculos por lá se encontrar o que hoje é o Brasil.

Saiba e possa o país aproveitar e rentabilizar estes novos territórios e o ano de 2010 ficará também na história nacional.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 15 de Abril de 2010







quarta-feira, 14 de abril de 2010

Coerência precisa-se!

Com a publicação do DL 26/2010, confirma-se a pretensão do Governo de terminar com as inspecções às instalações eléctricas e de gás nas habitações. No futuro iremos adquirir habitações cuja segurança estará posta em causa. Numa altura em que passou a ser obrigatória a Certificação Energética e a inspecção aos Equipamentos de Diversão, assistimos a um aligeiramento grave dos requisitos de segurança dos nossos lares. Alguém percebe? Se sim, façam o favor de me explicar! Jorge Serra Gestor (Jornal Metro 14/04/2010)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Desemprego Especializado

É unânime que a face mais visível da actual crise económica é o desemprego. Uma das medidas inseridas na “Iniciativa Emprego 2010” é a qualificação de desempregados, através da promoção de cursos de formação profissional. Os C.E.T - Cursos de Especialização Tecnológica são uma formação pós-secundária não superior, conferindo qualificação profissional do nível 4. Com um mercado de trabalho em rápida transformação e marcado por um desenvolvimento científico e tecnológico, exigem-se mudanças estratégicas na oferta formativa. Em instituições sérias e credíveis e com formadores capazes, será certamente possível acrescentar valor.
Publicado no Jornal Metro em 31.03.2010

Conversas Certificadas




Já se fazem muitos negócios por email, messenger, redes sociais e outras ferramentas na internet. A facilidade de utilização destas plataformas e a flexibilidade explicam o seu sucesso e importância.

Coloca-se o problema da certificação das conversas. Ou seja, em caso de disputa sobre o que foi combinado online, como saber quem disse o quê? Nos acordos verbais há testemunhas, os contratos escritos têm assinaturas e as conversas telefónicas podem ser gravadas.

Mas, no email e no messaging, não adianta guardar um registo pessoal que é facilmente adulterável. A certificação de emails e outras conversas online é uma necessidade e uma área de negócio a explorar..


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 9 de Abril de 2010







O Exemplo Blockbuster

Alguns negócios estão invariavelmente condenados à extinção ou por questões de mercado ou por desadequação tecnológica no tempo. A Blockbuster já foi a principal cadeia de aluguer de vídeo em Portugal. A evidência de que outros meios de distribuição ameaçavam substituir o tradicional DVD não foi suficiente para que encontrasse a seu tempo alternativas válidas ao seu modus operandis. A incapacidade da Blockbuster adequar o seu negócio à realidade poderá vir a ser fatal para a sua sobrevivência. Pedro Tuna Administrador da RoomDimensions

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Colaboradores Motivados, Melhores Resultados"

A remuneração é um dos factores principais na escolha de um trabalho.
Estudos de melhores práticas revelam que muitas organizações dão mais atenção ao recrutamento do que à retenção de talento.
Uma palavra de reconhecimento pode ser o suficiente para dar motivação.
Um trabalhador motivado tem melhor desempenho, mas desmotivado não cumpre os objectivos e contamina o ambiente.
As pessoas são como as plantas: Devem ser regadas com frequência.
Miguel Braga
Sócio Gerente
Rule of Thumb Ltd.
Publicado no jornal "METRO" em 8-Abr-2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

N-11

Next Eleven
A par dos BRIC, os Next Eleven serão as próximas potências na economia do sec. XXI.
Salvo a Coreia do Sul e o menos desenvolvido Bangladesh, são países recém-industrializados (Filipinas, México e Turquia) ou em desenvolvimento (Egipto, Indonésia, Irão, Paquistão, Nigéria e Vietname).
Além de elevada população, partilham auspiciosa combinação de crescimento: estabilidade macroeconómica, maturidade política, abertura ao comércio e ao investimento e qualidade de educação.
Enquanto Portugal força a estabilidade ao crescimento, atentemos os N-11: pelo exemplo e desafio.
Publicado no jornal "METRO" em 6-Abr-2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Momentos Incomparáveis

Gerir empresas que superam constantemente as expectativas dos clientes constitui o mais alto de todos os desafios: continuar a satisfazer o cliente mais exigente, num mercado de permanente mudança.
A Google e a Apple são bons exemplos destas realidades, e ambas podem falhar ao simplesmente não fazerem de cada produto um novo e disruptivo standard de mercado. Foi isso que aconteceu com o iPad da Apple e o Nexus One ou Buzz da Google. Prova que não há empresas insuperáveis, apenas momentos incomparáveis.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Em estado de negação




Não consigo entender as críticas às agências de rating. Compreendo que não se goste dos relatórios porque diagnosticam as dificuldades, mostrando que é preciso mudar de rumo, mas os comentários da Fitch, Moody's e S&P sobre a economia portuguesa são claros, correctos e independentes.

Culpar as agências faz lembrar quando alguém recebe análises clínicas e o resultado mostra uma doença. Então, a culpa passa a ser do laboratório ou do médico, "que não percebe nada e eu não tenho que mudar de vida".

Isso é entrar negação, como se fossemos imunes ou imortais.
 
(ver também análise no Económico e de mais dois economistas em "O que os economistas dizem do corte de 'rating' da Fitch".)


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 26 de Março de 2009







quinta-feira, 25 de março de 2010

À procura da estratégia Perfeita

Antes da grande crise financeira, as empresas aproveitaram bem as excelentes condições macro económicas para desenvolver o seu negócio, através de taxas de juro baixas e estáveis e um óptimo grau de confiança dos consumidores, que permitiram gerar excelentes margens de lucro e taxas de crescimento assinaláveis. Em consequência destas condições muito estáveis e que perduraram no tempo, as empresas ficaram adormecidas e com os seus reflexos de reacção a adversidades muito atrofiados. Actualmente as empresas vivem momentos difíceis, com um vasto leque de incertezas, tanto a nível político, tecnológico e de dinâmica empresarial, e uma elevada volatilidade dos mercados cuja dimensão do fenómeno ainda é uma incógnita. Enquanto que as empresas "bebem o sangue" que é derramado diariamente na estrada dos negócios, é necessário que os seus líderes não se limitem a definir uma boa estratégia para superar a crise e ficar à espera que os mercados recuperem. É imprescindível que, para além da definição de uma ampla e dirigida estratégica, estejam abertos a acolher o inesperado para os seus negócios e que vai surgindo ao longo desse caminho. As mudanças geram fontes inesperadas de crescimento, mudando muitas vezes a preferência dos seus consumidores e criando procura para novos produtos e serviços. Com esta estratégia, as empresas verão a sua concorrência ficar angustiada e a vender os seus activos mais baratos, auto destruindo-se e abrindo mercado. Mais do que nunca as empresas necessitam de agilidade, parando para pensar quando é necessário, escutando quem sabe, e executar quando bem definido o rumo. Mas não esquecendo de que tudo tem que ser feito antes da concorrência.

Quem não chora não mama... e quem não rouba não tem!



Comecemos pelo mais importante: a decisão, aparentemente definitiva, de dividir a "Red Bull Air Race" entre o Porto e Lisboa é uma boa solução.

As duas cidades ficam com um evento interessante e custos são diluídos e divididos. Para mais, ao alternar o local diminui-se o risco de saturação do público face ao evento e promove-se uma sã concorrência entre as cidades para melhorar a prova.

O que entristece é o caminho necessário até aqui chegar: Lisboa "roubou" o evento com base em financiamento público, para depois o Porto ter que "chorar" a perda.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 24 de Março de 2009







LaDiDa

Chamam-se prosumers os consumidores que se tornaram activos no mercado, fazendo parte das decisões de quem desenha produtos e serviços. A novidade é que algumas marcas estão a criar condições para que qualquer pessoa possa ser um prosumer de última geração, criando os melhores conteúdos sem recursos artísticos ou financeiros.
A última invenção de Gupta – o LaDiDA –cria músicas de qualidade através do ITunes/Iphone, mesmo com a “pior voz do mundo” e difunde directamente no Facebook e Twitter. A criação pura, ao alcance de todos, de forma simples e acessível.

sábado, 20 de março de 2010

Ter ou não ter estratégia

As graves crises criam sempre oportunidades, mas muitas empresas não resistem e ficam insolventes. Outras aguentam mas com dor e sempre à espreita da boleia das mais organizadas, as únicas que repensam a estratégia e não esperam por ninguém. O mesmo se passa nos países, onde alguns não resistem e ficam insolventes. Outros vão andando e sempre “encostados” aos mais organizados, os únicos que reflectem, que redefinem a estratégia de longo prazo, e onde os valores contam.

Jornalistas

Era uma vez, num mundo muito distante, uma profissão que consistia em ver a realidade e falar dela, em saber dos actos e difundi-los, em escolher a melhor informação a divulgar, em ter opinião e partilhá-la. Chamavam-se, nesse tempo, jornalistas.

Essa espécie tinha jornais, emissoras de rádio e canais de televisão para mostrar livremente o resultado do seu trabalho. Hoje, converteram-se. Nos seus empregos, não escolhem temas, não partilham opiniões. Cumprem ordens e contam caracteres. À socapa e em casa, usam blogues e redes sociais para opinar.

O novo mundo dos social media chegou…

sexta-feira, 19 de março de 2010

A informação da Sociedade




As visitas à rede social Facebook ultrapassaram, na semana passada, o motor de buscas Google.

Os dados são relativos aos Estados Unidos, onde cada uma páginas tem uma quota de 7%, e permitem observar uma tendência: a supremacia do conteúdo social sobre o conteúdo informativo.

Os utilizadores da internet gastam, em média, mais cinco horas e meia por mês em redes sociais. Muitos utilizadores fazem isso por dia.

Passamos da "Sociedade da Informação" para a "Informação da Sociedade". Uma sociedade única, que cada um constrói.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 19 de Março de 2009







terça-feira, 16 de março de 2010

Puramente #41 - The Element

Nome: The Element

Autor: Ken Robinson

Data Original: Dezembro 2009

Frase: " How Finding Your Passion Changes Everything"

Keywords: Passion, aptitude, criativity, success, education, atitude, opportunity

Apreciação: ***

As incursões de Ken Robinson (“Out of Our Minds”) nos sistemas educativos não constitui novidade, sobretudo nas teses de como o modelo actual de formação e educação de jovens condiciona e limita a criatividade e trunca precocemente desenvolvimentos pessoais alternativos. O artigo “Do Schools Kill Criativity” ganhou uma rápida dimensão global e foi lido por milhões de pessoas, de tal forma o problema constitui uma preocupação universal.

Neste livro, Robinson e Lou Aronica formatam um conceito a que chamam de “The Element”, que significa o cruzamento – para cada pessoa - entre aquilo que se gosta com o que se faz bem, ou, dito de outra forma, da paixão com a aptidão. Neste framework, os autores definem as características (aptidão e paixão) e as condições (oportunidade e atitude) para o estabelecimento do “Element”, reforçando a sua abrangência e credibilizando a tese através de exemplos reais de grande pertinência, ainda que demasiado centradas em casos de grandes celebridades, o que desconta os créditos nos cidadãos comuns.

“The Element” poderia teoricamente ser categorizado dentro do tipo de obras de auto-ajuda, onde os bons conselhos e a banha da cobra se separam por linhas cinzentas. No entanto, este é um livro honesto e sem intuitos exagerados de promessas irrealizáveis, como é quase um standard deste tipo de edições. Na realidade, o livro de Robinson tem um conteúdo relevante tanto para os que procuram um sentido para a sua vida, como para gestores e empresários.

Este livro tem a vantagem de não ser um livro exageradamente ambicioso : passa apenas uma boa ideia e centra-a em alguns conceitos objectivos. Poderá ajudar os leitores a procurar conciliar sucesso e felicidade e guiar os gestores por uma estratégia de gestão de pessoas apaixonante e sustentável.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ao trabalho!




Há dias lamentei, neste espaço, a falta de ambição do PEC e os maus sinais que transmite.

Para ser justo, há um aspecto positivo no PEC: ao colocar um limite nas prestações sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, incentiva-se o regresso ao mercado de trabalho.

Um dos pontos fracos da economia portuguesa é a dinâmica demográfica. A população envelhece e há pouca gente para trabalhar e consumir.

Se, mesmo assim, o Estado desincentivar o trabalho ao pagar subsídios de desemprego acima do valor actual dos salários, o problema apenas tende a piorar.

Este é um bom sinal do PEC, talvez o único..


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 12 de Março de 2009







quinta-feira, 11 de março de 2010

O Caminho para o CAOS

A chegada ao Mundo Caótico, é uma nova fase, talvez cíclica e fruto da procura de um novo rumo. Ao longo da Vida, o Homem, tem buscado a satisfação material e intelectual, desenvolvendo um mundo progressivamente complexo. As rápidas e profundas alterações que a tecnologia e a sofisticação económica e social provocam, estão a ultrapassar a capacidade Humana de desenvolver modelos que permitam, explicar e compreender a realidade; é isso o Caos, algo que não se consegue prever ou explicar. Publicado no Jornal Metro de 11Mar2010 António Jorge Marketeer

Língua única

Historiadores e governos de todo o mundo insistem num persistente movimento de protecção da língua oficial, na ânsia de proteger a autonomia politica com esse ícone.
A existência de línguas diferentes, ainda que romanticamente bela, resulta da reduzida mobilidade de outrora de um mundo que era uma manta de retalhos sociais. O crescimento de todos como um movimento único – globalização - pede a eficácia de uma língua única, o inglês.
Porque não começar por deixar de fazer traduções sem sentido como sítio para site e aceitarmos que Internet é Internet e mp3 é mp3?

quarta-feira, 10 de março de 2010

O país do "Suf menos"



O Plano de Estabilidade e Crescimento é o que o país tem de mais próximo a uma estratégia de médio prazo.
O PEC apresentado esta semana mostra bem as ambições de Portugal.

Os objectivos para o défice e dívida pública são modestos. Não se pretende chegar ao défice zero, nem dever menos. Queremos depender mais do estrangeiro.

Aborda-se o problema do lado da receita e não da despesa, retirando competitividade futura à economia portuguesa.
O escalão de 45% no IRS acrescenta migalhas ao bolo da receita e serve apenas para sinalizar que o sucesso não é incentivado.

Resumindo, em Portugal prefere-se o "Suf menos" ao "Muito Bom", o que é meio caminho andado para se ser medíocre.


Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 10 de Março de 2009







terça-feira, 9 de março de 2010

Que sentido?

Desde à demasiado tempo demasiadas pessoas acham que o negócio das farmácias devia ter sido liberalizado, em vez de protegido como um oligopólio excêntrico.
A recente polémica que envolve governantes e o presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro, só vem confirmar o óbvio : o proteccionismo não gera os melhores resultados. Que sentido faz limitar a comercialização de fármacos, se até a medicina foi liberalizada e existem há décadas médicos a diagnosticar e corrigir problemas de saúde fora dos hospitais?

segunda-feira, 8 de março de 2010

S.O.S

As tragédias no Haiti, Madeira e Chile, suscitam o nosso alerta para situações extremas. As competências para apreciar os riscos e planear uma reacção a potenciais cenários de catástrofe, são muitas vezes depreciadas pois a sua activação é indesejada. Culturalmente caracterizamo-nos por reagir muito bem a situações novas e diferentes. No entanto, quando se trata de algo totalmente inesperado que comprometa a integridade física ou a saúde, falta treino, formação ou informação. Urge assim complementar os conteúdos programáticos do ensino escolar, com temas que nos preparem desde cedo para situações de emergência.
Publicado no Jornal Metro em 03/03/2010