segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Direitos de Autor
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
E você? (*)
Plano B
Frequentemente, as organizações necessitam de competências fora do seu âmbito central de actuação, sobretudo em áreas ligadas às novas tecnologias. Nestes casos, ou em necessidades ocasionais de conhecimentos em áreas onde a empresa não tem competências desenvolvidas, a solução mais comum da gestão contemporânea passa por um denominador comum: subcontratação.
Dentro das empresas, nos níveis e funções mais improváveis, os gestores encontrariam quase sempre alguém com microcompetências que satisfariam as necessidades mais imediatas, sem o investimento em tempo e dinheiro que o outsourcing exige. Cozinheiros que sabem integrar o iPod com o Blogger, repositores que podem resolver problemas de manutenção nas arcas frigorificas ou telefonistas com competências no Photoshop são situações recorrentes e quase permanentes nas empresas, fruto de outras experiências profissionais e hobbies ou interesses pessoais dos respectivos colaboradores. Em alguns casos, a empresa poderia aproveitar estas competências, poupando tempo e dinheiro e motivando os recursos. Noutros, mais estruturais, poderia utilizar os conhecimentos para o briefing da subcontratação.
As empresas não utilizem estas competências complementares dos seus recursos por desconhecimento, pelo que parece fazer sentido reinventar processos noutras áreas da gestão de pessoas, nomeadamente nos projectos de desenvolvimento pessoal.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
PuraMente #39 - Micro Trends
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
No tempo certo
domingo, 17 de janeiro de 2010
Não basta parecê-lo. É preciso sê-lo.
PuraMente #38 - Drive
Nome : Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us
Autor: Daniel Pink
Data Original: Dezembro 2009
Frase: "A ciência é apenas uma das formas de compreender o mundo – Boa sorte na era da Arte e da Emoção"
Keywords: Motivação; Maslow; Motivação 3.0; Comportamento; Recursos Humanos; Eficácia
Apreciação: ****
Depois do sucesso da “Nova Inteligência”, uma obra que constituiu um relevante milestone na explicação sobre as competências da área direita e esquerda do cérebro, Daniel Pink surge agora com Drive – A Verdade Surpreendente sobre o que nos motiva, publicado originalmente na última semana de 2009. É raro - muito raro – assistir-se a um autor que a um grande sucesso surpreenda rapidamente com outra obra relevante e que não seja uma repetição maquilhada da anterior.
Drive é uma obra sobre motivação. Pink divide os estágios de motivação em 3 gerações, que caracteriza com exemplos interessantes: a Motivação 1.0, que funciona como um sistema operativo e que se regula por fazer cumprir os objectivos mínimos da humanidade, como comida, roupa, reprodução – a base da pirâmide de Maslow, repetida variadas vezes neste livro; a Motivação 2.0, caracterizada com base na cenoura : prémio por resultado ou castigo por não obtenção dos objectivos - funciona bem em geral, mas não é suficiente em muitas situações; A Motivação 3.0 pretende superar algumas lacunas da segunda geração, como o enfoque no curto prazo ou o comportamento menos ético.
Pink divide a motivação em dois tipos – tipo I e tipo X – representando as motivações intrínsecas e extrínsecas das pessoas. As primeiras estão menos expostas a prémios e aceleradores externos, e mais a valores e vontades próprias, ao gozo e ao prazer. As segundas possuem três elementos principais: autonomia, controlo e propósito.
Num mundo cada vez mais competitivo, o conteúdo de Drive – que sustenta a importância das motivações intrínsecas raramente tratadas pelas organizações - ganha relevância e torna-o em mais uma obra de incontornável importância.
Sinais pouco claros
Num cenário em que a componente mais financeira da crise parece estar controlada – as enérgicas medidas devolvem lentamente a confiança e a estabilidade ao sistema financeiro –, a sustentabilidade da recuperação e a nova ordem mundial revelam outra dimensão do problema, porventura um desafio bem mais exigente e complexo.
São magras as previsões de recuperação da economia mundial para 2010 e ainda menos generosas para os Estados Unidos – cujo modelo de negócio faliu – e a Europa – com graves problemas em gerir défices públicos que treparam para níveis muito acima do desejado. Espera-se rápida e robusta recuperação da economia chinesa, que tem servido de motor ao desenvolvimento global nos últimos anos, e aposta-se no dinamismo dos mercados emergentes.
Porém, ainda que parca, a recuperação das principais economias industriais tem revelado outra debilidade: o novo modelo de desenvolvimento não resolve, como tradicionalmente, o problema do desemprego. Aliás, por paradoxal que possa parecer, pode até agravá-lo. Novos vectores de desenvolvimento valorizam a inovação, a sociedade do conhecimento e o imperativo da sustentabilidade, requerendo uma força de trabalho mais qualificada e versátil mas, seguramente, menos numerosa.
Os países, com ênfase nos europeus, enfrentam um importante teste à sua criatividade: como transitar para um modelo sustentável de desenvolvimento sem provocar uma expressiva destruição de emprego?
Publicado no jornal "Metro" em 15-Jan-2010.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Geração X precisa de ajuda
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Jovens alienados (*)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Money for nothing
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um querer de verdade
É normal no início de cada ano avaliarmos o que foi feito, o que ficou por fazer e identificarmos objectivos para o ano que agora nos desafia.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Puramente #37 - A Ciência das Compras
Nome: A Ciência das Compras
Autor: Paco Underhill
Data Original: Outubro 1999
Frase: "O óbvio nem sempre é aparente"
Keywords: compras; centro comercial; loja; comportamento; consumidor; observar;
Apreciação: ****
Esta é a primeira vez que o PuraMente menciona um livro de gestão contemporânea escrito no século passado. A razão é que não existem obras posteriores sobre esta temática que possam substituir os estudos de Underhill. Curiosamente, existem outras obras especializadas em áreas do comportamento do consumidor e da gestão de retalho, mas nenhuma com a abrangência deste.
A Ciência das Compras estuda com detalhe os aspectos relacionados com o mindset dos consumidores no momento da compra, mencionando com um detalhe profissionalmente relevante e pessoalmente divertido os aspectos de comportamento que cada um de nós tem determinados momentos, espaços ou situações. A função primária do livro é saber como compram os consumidores e porquê.
Paco explora e explica factores muito relevantes para os gestores das várias áreas do retalho, em especial nas zonas de interacção vendedor-comprador, e sempre num plano B2C (business to consumer). As zonas de abrandamento, as distâncias entre móveis e o desagrado do toque, o posicionamento da sinaléctica, as quotas do mobiliário, as limitações das mãos e a influência dos olhos, os tempos de paragem cerebral para absorção de mensagens e a forma como as pessoas em geral e os clientes em particular se movem são exemplos de variáveis que influenciam as decisões de compra.
Noutro registo, o livro aborda as diferenças de comportamento entre o homem e a mulher, mostrando a relevância no ciclo de compra e contextualizando estas diferenças como exemplo de alterações de comportamento em distintos segmentos.
A obra de Paco Underhill vale a pena pela sua singularidade e abrangência, apesar do seu carácter excessivamente prático – cujos danos colaterais são menos estrutura e conclusão lógica – e de alguma desactualização nos exemplos.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A falsa partida

Quando escrevo este texto (sexta-feira 18) a Conferência de Copenhaga está num impasse. Apesar da presença dos principais líderes Mundiais, o último dia deste encontro não trouxe ainda quaisquer novidades sobre o cenário de combate às alterações climáticas num cenário pós-Protocolo de Quioto.
A discussão centrou-se na definição de objectivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa (80 % de redução até 2050 para os países ricos é uma das propostas), no financiamento aos países subdesenvolvidos e no papel que as economias emergentes terão num futuro acordo climático. Mas esta foi também a conferência onde ficou evidente que a nova ordem Mundial também existe para as questões climáticas (as 2 maiores potências, EUA e China, são também os maiores emissores e decisores) e que a clivagem entre as intenções dos países “ricos” e as expectativas de desenvolvimento dos países “pobres” é uma realidade.
Esta falsa partida do sucessor de Quioto traduz-se numa oportunidade perdida. Uma oportunidade para se iniciar a alteração de paradigma energético e dos nossos hábitos de consumo, mas também para nos adaptarmos de forma decisiva às consequências das alterações climáticas. Com ou sem acordo vinculativo as mudanças são necessárias e urgentes. As discussões certamente continuarão mas um acordo eficaz só existirá com uma efectiva partilha de responsabilidades entre todos. Aguardamos as cenas dos próximos episódios durante 2010.
Francisco Parada
Engenheiro Artigo publicado no Jornal Metro de 21 de Dezembroquinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O Eucalipto
É certo que estamos num espaço concorrencial e que isso inclui a disputa, entre cidades, pelos melhores eventos. Mas, ao que se diz, Lisboa ganhou por apresentar patrocínios elevados, concedidos por empresas cuja gestão é, no mínimo, influenciada pelo Estado. Essas empresas teriam a ganhar sensivelmente o mesmo se apoiassem o evento no Porto, Coimbra, Faro ou em outra cidade. É concorrência? Não, o que temos é abuso de posição dominante.
É mais um sintoma de como o país é centralizado. Não é a maior maldade que se faz às regiões, já que as verbas do QREN, por exemplo, têm um impacto mais duradouro. Em vez de se tentar promover um desenvolvimento harmonizado, cai-se na tentação engordar a capital, onde tudo tem que acontecer. Nada sobra para as outras cidades.
Lisboa é um eucalipto que seca o país.
Fico triste pelo Porto? Sim, mas fico muito mais triste por Portugal. O país não tem estratégia, está cada vez mais desequilibrado e menos sustentável.
Esperemos que no Domingo o Porto marque pontos, pelo menos no futebol, como tem acontecido nas últimas décadas.
Mas não chega....
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 17 de Dezembro de 2009
(remake do post A "Face Oculta" dos Aviões, de 7 de Dezembro de 2009)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PuraMente #36 - Speculations & Trends
Nome: "Speculations & Trends"
Autor: Pedro Barbosa
Editora e Data: Vida Económica - 2009
Frase: "Não olhe para o retrovisor, porque o que está à frente dificilmente será igual ao que ficou lá atrás"
Palavras Chave: "Global Trends"; "Harvard Trends"; "Mashup"; "Antecipe-se"; "Wisdom of Crowds";
Apreciação: ****
É prudente avisar desde já: a análise a este livro é especial. O autor, Pedro Barbosa, é um dos responsáveis por esta coluna semanal e eu próprio tive o prazer de prefaciar "Speculations & Trends". Por este motivo, este texto pode sofrer algum enviesamento, ainda que involuntário.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Uma questão contabilística
Não será a melhor forma de estabelecer relações contratuais, mas adapta-se à realidade.
Já não é aceitável eternizar relações contratuais assentes nesta ferramenta quando a necessidade de trabalho é permanente.Um utilizador frequente é o Estado; reduz os custos com pessoal e foge às regras dos contratos colectivos de trabalho e consequentes regalias.
Acontece que muitos dos colaboradores neste regime, após cumprirem o limite de 24 meses de trabalho, são enviados para o desemprego, sendo novamente chamados 3 ou 4 meses depois. A alternativa é recrutar outras pessoas que vão ter de aprender a fazer aquilo que as anteriores já sabiam, com a consequente improdutividade.
Com esta atitude nada se ganha. Estas pessoas deixam de produzir mas o seu custo mantém-se no estado, mas agora pelo pagamento do subsídio de desemprego.
Troca-se a conta, mantém-se o custo, elimina-se a produção!
Não seria mais racional mantê-las no activo? Pelo menos o seu custo, suportado por todos os contribuintes, era ressarcido pelo seu esforçado desempenho.
Jorge Serra
Gestor
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um Mundo mais Verde? Depende de Si
Com a incapacidade das Instituições em executarem um caminho que permita a preservação do Planeta, temos de ser nós, os indivíduos, a determinar esse caminho e a velocidade da caminhada; para o efeito podemos usar as decisões de compra e o voto político.
Quem não se lembra do boicote aos produtos indonésios em prol da causa de Timor ou da não compra de determinadas marcas porque produziam os seus produtos em fábricas com exploração infantil ou porque utilizavam produtos geneticamente modificados; se quisermos, poderemos voltar a fazê-lo.
As empresas embora tenham como objectivo o lucro, tem de o obter atendendo às preferências e comportamentos dos seus consumidores; é pois aí que se inicia a nossa capacidade de intervenção, preferindo produtos mais verdes e sancionando produtos ou origens mais poluentes.
As empresas estão disponíveis para fazer a sua parte; são exemplo as investigações que desenvolvem e os novos produtos que colocam no Mercado, os edifícios energeticamente mais sustentáveis e as embalagens retornáveis e não deriváveis do petróleo.
Por outro lado, o direito de voto exercido em eleições, também pode sancionar propostas governativas que não contemplem este eixo de sobrevivência estratégica.
Não desanimemos, tenhamos presente a nossa vontade, actuemos em conformidade, e um Mundo mais Verde será uma consequência.
António Jorge
Consultor em Estratégia, Marketing e Vendas
Publicado no Jornal "Metro" a 11Dez09
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Post atípico : Back Here!
Foi ontem e hoje publicado o livro "Speculations & Trenbds " - "Tendências 2010-2012", lançamentos no El Corte Inglés de Lisboa e Gaia Porto. quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Inquérito: como classificamos esta década?
O fim da hegemonia ocidental (*)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sustentabilidade. Que futuro ?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A "Face Oculta" dos Aviões
Antes de mais, importa constatar um facto: as corridas organizadas no Porto são um sucesso completo. As margens do rio estiveram sempre cheias, a imagem da cidade, da região e do país saiu reforçada, assim como os seus produtos, serviços e gentes. O impacto sócio-cultural foi positivo e geraram-se milhares de empregos e muitas receitas directas e indirectas.
Alguns dirão que estamos num espaço concorrencial e que isso inclui a disputa, entre as cidades, pelos melhores eventos. Mas fará sentido ter essa "guerra" no mesmo país, perante um evento de projecção internacional e que tem sido um enorme sucesso? Ao que parece, Lisboa está a ganhar a corrida por apresentar patrocínios elevados, concedidos por empresas cuja gestão é, no mínimo, influenciada pelo Estado. A Galp, Edp e PT teriam a ganhar sensivelmente o mesmo se apoiassem o evento no Porto, Coimbra, Faro ou em outra cidade.
O que está a acontecer faz lembrar o mediático processo "Face Oculta". Alguém parece utilizar as suas influências junto de grandes empresas para atingir um objectivo anti-concorrencial. Que diferença há entre beneficiar uma empresa de sucatas ou uma cidade?
Estamos perante mais um reflexo de um país centralizado. Até as cimeiras e os tratados têm que acontecer na capital, nada sobra para as outras cidades. Mesmo o TGV já foi adiado a Norte.
Lisboa é um eucalipto que seca o país.
Concorrência? Não! O que temos é abuso de posição dominante.
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 7 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Google, Amantes, Prostitutas e a Economia
Claro que já existem alternativas ao PIB, como o IDH, o Coeficiente de Gini, entre outros. Mas, como defende o economista Stiglitz, é necessário medir o bem-estar e não só o que se produz. Não estranhemos se, um dia, for aceite a proposta de Sarkozy de incluir critérios de felicidade nas medidas da riqueza nacional. E, quando isso acontecer, em que lugar aparecerá Portugal?
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 4 de Dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
“Primeiro estranha-se depois entranha-se”
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O dinheiro sai, mas a dívida fica
A lógica do investimento público como motor de crescimento, proposta por Keynes e formalizada por Hicks, é relativamente intuitiva: o governo gasta, esse dinheiro vai parar aos bolsos das famílias e das empresas, que por sua vez também gastam, gerando produção e consumo. É um fenómeno em cadeia, denominado de efeito multiplicador. Entre outros factores, a eficácia da despesa pública dependerá da disposição dos consumidores em gastar o dinheiro que recebem e do grau de abertura da economia. E é nestes pontos que reside o problema.
Actualmente a confiança é baixa e, por isso, a propensão para consumir é reduzida. Por outro lado, a economia portuguesa é muito aberta e, em períodos de maior rendimento disponível, as famílias e empresas tendem a adquirir bens importados. E o mesmo acontece com muitos dos investimentos públicos em infraestruturas, que recorrem a matérias primas e tecnologia de outros países. Tal facto, além de degradar a balança comercial do país, tem um efeito perverso relativamente aos objectivos imediatos dos gastos públicos em tempos de crise: é que se o dinheiro é aplicado em bens importados, sai do país e vai estimular outras economias que não a portuguesa. Ainda para mais, à nossa custa.
Ou seja, o dinheiro sai do país, mas a dívida pública fica por cá... e a crescer.!
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 25 de Novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
PuraMente #35 - Cem Argumentos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Comemorar a Poupança
domingo, 22 de novembro de 2009
PuraMente #34 - 50 Gurus da Gestão
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Networking Credível
Empresas e gestores sempre tiveram na função de recrutamento, selecção e contratação – seja de recursos, parceiros ou subcontratados – um importante capital, influenciador dos resultados. No entanto, estes processos de escolha e filtragem estão longe de ser uma ciência exacta. Surgiram neste contexto os sistemas de networking, onde as referências passam a ganhar uma importância vital. Estes sistemas baseiam-se em teias de sub-redes de conhecimentos pessoais e profissionais, em que cada recurso tem determinados valores (créditos) para o respectivo elo referenciador, que tem também os seus créditos perante a entidade decisora. Trata-se de um complexo sistema de relações e créditos, que funciona algoritmicamente de forma semelhante ao searching do Google: quantidade e qualidade de referências cruzadas, ao nível da credibilidade e matching de conteúdos e capacidades.
Em networking, cada pessoa vale aquilo que referencia: as pessoas que aconselha, as empresas que indica. Esta realidade, válida para a vida profissional e para as relações pessoais, nem sempre é apreendida por pessoas e gestores, que ainda misturam interesses pessoais ou amizades com referências que optimizem a eficácia do que é necessário para cada função e momento.
É fundamental compreender que em networking a credibilidade é o mais importante atributo na cadeia de valor e que a qualidade dos referenciados acabará por ser reflectida, a longo prazo, na credibilidade de quem o referencia.


