É normal no início de cada ano avaliarmos o que foi feito, o que ficou por fazer e identificarmos objectivos para o ano que agora nos desafia.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um querer de verdade
É normal no início de cada ano avaliarmos o que foi feito, o que ficou por fazer e identificarmos objectivos para o ano que agora nos desafia.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Puramente #37 - A Ciência das Compras
Nome: A Ciência das Compras
Autor: Paco Underhill
Data Original: Outubro 1999
Frase: "O óbvio nem sempre é aparente"
Keywords: compras; centro comercial; loja; comportamento; consumidor; observar;
Apreciação: ****
Esta é a primeira vez que o PuraMente menciona um livro de gestão contemporânea escrito no século passado. A razão é que não existem obras posteriores sobre esta temática que possam substituir os estudos de Underhill. Curiosamente, existem outras obras especializadas em áreas do comportamento do consumidor e da gestão de retalho, mas nenhuma com a abrangência deste.
A Ciência das Compras estuda com detalhe os aspectos relacionados com o mindset dos consumidores no momento da compra, mencionando com um detalhe profissionalmente relevante e pessoalmente divertido os aspectos de comportamento que cada um de nós tem determinados momentos, espaços ou situações. A função primária do livro é saber como compram os consumidores e porquê.
Paco explora e explica factores muito relevantes para os gestores das várias áreas do retalho, em especial nas zonas de interacção vendedor-comprador, e sempre num plano B2C (business to consumer). As zonas de abrandamento, as distâncias entre móveis e o desagrado do toque, o posicionamento da sinaléctica, as quotas do mobiliário, as limitações das mãos e a influência dos olhos, os tempos de paragem cerebral para absorção de mensagens e a forma como as pessoas em geral e os clientes em particular se movem são exemplos de variáveis que influenciam as decisões de compra.
Noutro registo, o livro aborda as diferenças de comportamento entre o homem e a mulher, mostrando a relevância no ciclo de compra e contextualizando estas diferenças como exemplo de alterações de comportamento em distintos segmentos.
A obra de Paco Underhill vale a pena pela sua singularidade e abrangência, apesar do seu carácter excessivamente prático – cujos danos colaterais são menos estrutura e conclusão lógica – e de alguma desactualização nos exemplos.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A falsa partida

Quando escrevo este texto (sexta-feira 18) a Conferência de Copenhaga está num impasse. Apesar da presença dos principais líderes Mundiais, o último dia deste encontro não trouxe ainda quaisquer novidades sobre o cenário de combate às alterações climáticas num cenário pós-Protocolo de Quioto.
A discussão centrou-se na definição de objectivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa (80 % de redução até 2050 para os países ricos é uma das propostas), no financiamento aos países subdesenvolvidos e no papel que as economias emergentes terão num futuro acordo climático. Mas esta foi também a conferência onde ficou evidente que a nova ordem Mundial também existe para as questões climáticas (as 2 maiores potências, EUA e China, são também os maiores emissores e decisores) e que a clivagem entre as intenções dos países “ricos” e as expectativas de desenvolvimento dos países “pobres” é uma realidade.
Esta falsa partida do sucessor de Quioto traduz-se numa oportunidade perdida. Uma oportunidade para se iniciar a alteração de paradigma energético e dos nossos hábitos de consumo, mas também para nos adaptarmos de forma decisiva às consequências das alterações climáticas. Com ou sem acordo vinculativo as mudanças são necessárias e urgentes. As discussões certamente continuarão mas um acordo eficaz só existirá com uma efectiva partilha de responsabilidades entre todos. Aguardamos as cenas dos próximos episódios durante 2010.
Francisco Parada
Engenheiro Artigo publicado no Jornal Metro de 21 de Dezembroquinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O Eucalipto
É certo que estamos num espaço concorrencial e que isso inclui a disputa, entre cidades, pelos melhores eventos. Mas, ao que se diz, Lisboa ganhou por apresentar patrocínios elevados, concedidos por empresas cuja gestão é, no mínimo, influenciada pelo Estado. Essas empresas teriam a ganhar sensivelmente o mesmo se apoiassem o evento no Porto, Coimbra, Faro ou em outra cidade. É concorrência? Não, o que temos é abuso de posição dominante.
É mais um sintoma de como o país é centralizado. Não é a maior maldade que se faz às regiões, já que as verbas do QREN, por exemplo, têm um impacto mais duradouro. Em vez de se tentar promover um desenvolvimento harmonizado, cai-se na tentação engordar a capital, onde tudo tem que acontecer. Nada sobra para as outras cidades.
Lisboa é um eucalipto que seca o país.
Fico triste pelo Porto? Sim, mas fico muito mais triste por Portugal. O país não tem estratégia, está cada vez mais desequilibrado e menos sustentável.
Esperemos que no Domingo o Porto marque pontos, pelo menos no futebol, como tem acontecido nas últimas décadas.
Mas não chega....
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 17 de Dezembro de 2009
(remake do post A "Face Oculta" dos Aviões, de 7 de Dezembro de 2009)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PuraMente #36 - Speculations & Trends
Nome: "Speculations & Trends"
Autor: Pedro Barbosa
Editora e Data: Vida Económica - 2009
Frase: "Não olhe para o retrovisor, porque o que está à frente dificilmente será igual ao que ficou lá atrás"
Palavras Chave: "Global Trends"; "Harvard Trends"; "Mashup"; "Antecipe-se"; "Wisdom of Crowds";
Apreciação: ****
É prudente avisar desde já: a análise a este livro é especial. O autor, Pedro Barbosa, é um dos responsáveis por esta coluna semanal e eu próprio tive o prazer de prefaciar "Speculations & Trends". Por este motivo, este texto pode sofrer algum enviesamento, ainda que involuntário.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Uma questão contabilística
Não será a melhor forma de estabelecer relações contratuais, mas adapta-se à realidade.
Já não é aceitável eternizar relações contratuais assentes nesta ferramenta quando a necessidade de trabalho é permanente.Um utilizador frequente é o Estado; reduz os custos com pessoal e foge às regras dos contratos colectivos de trabalho e consequentes regalias.
Acontece que muitos dos colaboradores neste regime, após cumprirem o limite de 24 meses de trabalho, são enviados para o desemprego, sendo novamente chamados 3 ou 4 meses depois. A alternativa é recrutar outras pessoas que vão ter de aprender a fazer aquilo que as anteriores já sabiam, com a consequente improdutividade.
Com esta atitude nada se ganha. Estas pessoas deixam de produzir mas o seu custo mantém-se no estado, mas agora pelo pagamento do subsídio de desemprego.
Troca-se a conta, mantém-se o custo, elimina-se a produção!
Não seria mais racional mantê-las no activo? Pelo menos o seu custo, suportado por todos os contribuintes, era ressarcido pelo seu esforçado desempenho.
Jorge Serra
Gestor
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um Mundo mais Verde? Depende de Si
Com a incapacidade das Instituições em executarem um caminho que permita a preservação do Planeta, temos de ser nós, os indivíduos, a determinar esse caminho e a velocidade da caminhada; para o efeito podemos usar as decisões de compra e o voto político.
Quem não se lembra do boicote aos produtos indonésios em prol da causa de Timor ou da não compra de determinadas marcas porque produziam os seus produtos em fábricas com exploração infantil ou porque utilizavam produtos geneticamente modificados; se quisermos, poderemos voltar a fazê-lo.
As empresas embora tenham como objectivo o lucro, tem de o obter atendendo às preferências e comportamentos dos seus consumidores; é pois aí que se inicia a nossa capacidade de intervenção, preferindo produtos mais verdes e sancionando produtos ou origens mais poluentes.
As empresas estão disponíveis para fazer a sua parte; são exemplo as investigações que desenvolvem e os novos produtos que colocam no Mercado, os edifícios energeticamente mais sustentáveis e as embalagens retornáveis e não deriváveis do petróleo.
Por outro lado, o direito de voto exercido em eleições, também pode sancionar propostas governativas que não contemplem este eixo de sobrevivência estratégica.
Não desanimemos, tenhamos presente a nossa vontade, actuemos em conformidade, e um Mundo mais Verde será uma consequência.
António Jorge
Consultor em Estratégia, Marketing e Vendas
Publicado no Jornal "Metro" a 11Dez09
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Post atípico : Back Here!
Foi ontem e hoje publicado o livro "Speculations & Trenbds " - "Tendências 2010-2012", lançamentos no El Corte Inglés de Lisboa e Gaia Porto. quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Inquérito: como classificamos esta década?
O fim da hegemonia ocidental (*)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sustentabilidade. Que futuro ?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A "Face Oculta" dos Aviões
Antes de mais, importa constatar um facto: as corridas organizadas no Porto são um sucesso completo. As margens do rio estiveram sempre cheias, a imagem da cidade, da região e do país saiu reforçada, assim como os seus produtos, serviços e gentes. O impacto sócio-cultural foi positivo e geraram-se milhares de empregos e muitas receitas directas e indirectas.
Alguns dirão que estamos num espaço concorrencial e que isso inclui a disputa, entre as cidades, pelos melhores eventos. Mas fará sentido ter essa "guerra" no mesmo país, perante um evento de projecção internacional e que tem sido um enorme sucesso? Ao que parece, Lisboa está a ganhar a corrida por apresentar patrocínios elevados, concedidos por empresas cuja gestão é, no mínimo, influenciada pelo Estado. A Galp, Edp e PT teriam a ganhar sensivelmente o mesmo se apoiassem o evento no Porto, Coimbra, Faro ou em outra cidade.
O que está a acontecer faz lembrar o mediático processo "Face Oculta". Alguém parece utilizar as suas influências junto de grandes empresas para atingir um objectivo anti-concorrencial. Que diferença há entre beneficiar uma empresa de sucatas ou uma cidade?
Estamos perante mais um reflexo de um país centralizado. Até as cimeiras e os tratados têm que acontecer na capital, nada sobra para as outras cidades. Mesmo o TGV já foi adiado a Norte.
Lisboa é um eucalipto que seca o país.
Concorrência? Não! O que temos é abuso de posição dominante.
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 7 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Google, Amantes, Prostitutas e a Economia
Claro que já existem alternativas ao PIB, como o IDH, o Coeficiente de Gini, entre outros. Mas, como defende o economista Stiglitz, é necessário medir o bem-estar e não só o que se produz. Não estranhemos se, um dia, for aceite a proposta de Sarkozy de incluir critérios de felicidade nas medidas da riqueza nacional. E, quando isso acontecer, em que lugar aparecerá Portugal?
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 4 de Dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
“Primeiro estranha-se depois entranha-se”
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O dinheiro sai, mas a dívida fica
A lógica do investimento público como motor de crescimento, proposta por Keynes e formalizada por Hicks, é relativamente intuitiva: o governo gasta, esse dinheiro vai parar aos bolsos das famílias e das empresas, que por sua vez também gastam, gerando produção e consumo. É um fenómeno em cadeia, denominado de efeito multiplicador. Entre outros factores, a eficácia da despesa pública dependerá da disposição dos consumidores em gastar o dinheiro que recebem e do grau de abertura da economia. E é nestes pontos que reside o problema.
Actualmente a confiança é baixa e, por isso, a propensão para consumir é reduzida. Por outro lado, a economia portuguesa é muito aberta e, em períodos de maior rendimento disponível, as famílias e empresas tendem a adquirir bens importados. E o mesmo acontece com muitos dos investimentos públicos em infraestruturas, que recorrem a matérias primas e tecnologia de outros países. Tal facto, além de degradar a balança comercial do país, tem um efeito perverso relativamente aos objectivos imediatos dos gastos públicos em tempos de crise: é que se o dinheiro é aplicado em bens importados, sai do país e vai estimular outras economias que não a portuguesa. Ainda para mais, à nossa custa.
Ou seja, o dinheiro sai do país, mas a dívida pública fica por cá... e a crescer.!
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 25 de Novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
PuraMente #35 - Cem Argumentos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Comemorar a Poupança
domingo, 22 de novembro de 2009
PuraMente #34 - 50 Gurus da Gestão
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Networking Credível
Empresas e gestores sempre tiveram na função de recrutamento, selecção e contratação – seja de recursos, parceiros ou subcontratados – um importante capital, influenciador dos resultados. No entanto, estes processos de escolha e filtragem estão longe de ser uma ciência exacta. Surgiram neste contexto os sistemas de networking, onde as referências passam a ganhar uma importância vital. Estes sistemas baseiam-se em teias de sub-redes de conhecimentos pessoais e profissionais, em que cada recurso tem determinados valores (créditos) para o respectivo elo referenciador, que tem também os seus créditos perante a entidade decisora. Trata-se de um complexo sistema de relações e créditos, que funciona algoritmicamente de forma semelhante ao searching do Google: quantidade e qualidade de referências cruzadas, ao nível da credibilidade e matching de conteúdos e capacidades.
Em networking, cada pessoa vale aquilo que referencia: as pessoas que aconselha, as empresas que indica. Esta realidade, válida para a vida profissional e para as relações pessoais, nem sempre é apreendida por pessoas e gestores, que ainda misturam interesses pessoais ou amizades com referências que optimizem a eficácia do que é necessário para cada função e momento.
É fundamental compreender que em networking a credibilidade é o mais importante atributo na cadeia de valor e que a qualidade dos referenciados acabará por ser reflectida, a longo prazo, na credibilidade de quem o referencia.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mentir com números
Uma das primeiras coisas que se aprendem nos cursos de informática é a distinção entre dados e informação, onde estes são dados propriamente tratados. Infelizmente, essa distinção poucas vezes é feita quando o assunto são estudos estatísticos, onde simples dados numéricos são apresentados como factos, sem qualquer contexto ou laço com o mundo real.
domingo, 15 de novembro de 2009
PuraMente #33 - "FREE"
Nome: FREE
Autor: Chris Anderson
Data Original : Julho 2009
Frase: “People are making lots of money charging nothing”
Keywords: Free; Marginal Cost; Freemium; Piracy; Freeconomics; Nonmonetary markets
Apreciação: *****
Depois do êxito de “The Long Tail”, Chris Anderson regressa em grande com “FREE – The Future of a Radical Price”, candidato natural a livro do ano, na esfera dos negócios.
O livro aborda a economia do “grátis” de uma forma inovadora e consistente, explicando como tantos negócios se tendem a fazer em torno de pricings nulos com rentabilidades interessantes.
A obra sistematiza 4 diferentes formatos de gratuito : “direct cross-subsidies”, “three party market”, “freemium” e “nonmonetary markets”. O primeiro modelo é o tradicional (ex: promoção “2 por 1”); no segundo junta-se um terceiro que subsidia totalmente o custo marginal da transacção – um exemplo clássico é a rádio, gratuita a troco de investimentos em publicidade; o terceiro é o modelo mais explorado no livro e consiste em ter a esmagadora maioria dos clientes com um serviço gratuito enquanto uma pequena minoria o paga – portanto uns clientes subsidiam os demais - , com base em limites estabelecidos no serviço gratuito, como limitação de tempo, dimensão, velocidade, abrangência ou tipo de cliente; o quarto representa um mercado não monetário, onde blogs e wikipedia são um bom exemplo – o acesso gratuito deve-se ao facto de milhões de pessoas estarem dispostas a produzir sem incentivo financeiro, sendo compensadas com notoriedade ou reputação.
Free constitui um milestone na nova abordagem aos mercados, com uma sistematização economicamente consistente – a escassez e a abundância suportam a razão em grande parte dos capítulos – e detalhadamente explicitada. O autor não deixa de explorar a diferença entre o físico e o digital (atoms & bits), estudando as diferenças, importantes sobretudo na qualidade do produto e no
custo marginal.
Uma obra absolutamente obrigatória.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
PuraMente #32 - "Green to Gold"
Nome: "Know-How"
Autor: Daniel Esty e Andrew Winston
Data: Outubro 2006 Yale University Press
Frase: "Empresas inteligentes conquistam vantagens competitivas através da gestão estratégica dos desafios ambientais"
Palavras Chave: "Green Wave"; "Eco Advantage"; "Environment lens"; "Natural Capital"
Apreciação: ****
"Green to Gold" está presente em quase todas as listas de leituras recomendadas, sobretudo nos cursos de pós-graduação em gestão ou estratégia. Trata-se, por isso e pelos temas abordados, de um "best seller" quase obrigatório. A capa do livro é muito esclarecedora quanto ao conteúdo: "Como empresas inteligentes utilizam a estratégia ambiental para inovar, criar valor e construir vantagens competitivas". O objectivo dos autores é fazer a ponte entre os mundos da preservação do planeta e da estratégia empresarial, sempre com um tom realista; ou seja, considerando que a moral e os valores são importantes, mas não totalmente imperativos. A orientação e necessidades do negócio têm primazia e por isso a preocupação com o ambiente é estratégica.
Actualmente "Green to Gold" já não é tão inovador como em 2006. Muito mudou desde então e os argumentos de marketing ambiental já são "mainstream". A meu ver, esse facto não retira interesse ao livro, pelo contrário. O número de pessoas que precisa de o ler livro aumentou, já que a interacção entre ambiente e negócio é agora uma realidade e não apenas uma aspiração. Por outro lado, o leitor já pode analisar os conceitos e estratégias propostos de uma forma mais madura e até com conhecimento de causa.
Após uma introdução pertinente, o livro apresenta-se em quatro partes: "Preparando um mundo novo", "A construção de eco-vantagens", "O que fazem as empresas-líder" e "Juntando tudo". Considero que as duas primeiras partes, mais conceptuais, são as mais interessantes e enriquecedoras. O 12º capítulo descreve as ideias e frameworks do livro, sendo escrito como se de um artigo para uma revista de gestão se tratasse.
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado em 8 de Setembro de 2009 no Jornal de Negócios
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Manifesto pelo talento
Foto: Luís Ferreira Publicada no Jornal "METRO" em 11-Nov-09
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
As lições do Pinho, de Pepe e do Padre
Momentos de desespero podem surgir do nada. Quando o jogador Pepe fez um penalty perto do fim do jogo, compreendeu que um golo do Getafe colocava o Real Madrid fora do título. Entrou em desespero, pontapeou o adversário várias vezes e quase agredia o árbitro. Na Assembleia da República, Manuel Pinho faz os célebres "corninhos" à bancada do PCP. Esgotado, física e mentalmente, sentiu-se injustiçado e cansou-se de ouvir as provocações em surdina de Bernardino Soares, um deputado que nunca faz parte da solução. Pepe e Pinho sucumbiram à pressão e perderam a cabeça, felizmente sem uma arma à mão. Pediram desculpas, foram "castigados", mas as consequências não foram realmente graves.
Pensemos agora no médico que matou na semana passada 13 colegas na maior base militar dos EUA no Texas. Ou em Jason Rodriguez que na 5ª feira expressou o seu desepero pela situaçao de desemprego da pior maneira, matando uma pessoa e ferindo outras cinco. O que fez a diferença, pela negativa, nos casos americanos não foi a cultura. O desespero é sempre o mesmo, mas o contexto e o acesso à armas é que podem transformar uma explosão emocional numa tragédia.
Imagine-se, se um dia o padre Fernando Guerra entra na missa revoltado... e de caçadeira!
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Metro em 26 de Outubro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Um Natal Feliz, Apesar da Crise
O início da época de Natal, suscitou-me a interrogação, “Como será o Natal num ano de Crise?”; e a positiva conclusão de que vai ser “Feliz”.
O cérebro humano busca coerência e prazer, por isso, quando o deixamos fazer o seu trabalho; isto é, quando mesmo nas piores vivências procuramos ou deixamos que ele procure os efeitos positivos que sempre se podem tirar de qualquer experiência humana, podemos viver, na crise, momentos de elevada riqueza emocional.
Na actualidade o Natal é um equilíbrio entre a componente emocional (sua verdadeira origem) e a componente consumista (fruto da dinâmica de Mercado). Obviamente que em tempos de crise, para uma igual satisfação, teremos de privilegiar a componente emocional, ou seja, atendermos mais aos aspectos elementares e fundamentais da dimensão social; a vida em família e amigos enquanto elemento crucial da condição humana.
Esta realidade tem uma dupla vantagem, pois para além da felicidade natalícia, reincorpora com um peso maior; talvez o adequado; a dimensão emocional, social e humana da Sociedade; relativizando a dimensão económica que, sem hipocrisias, é importante; contudo tem assumido uma preponderância às vezes selvática e desprovida de princípios e valores; facto que aliás está na raiz desta crise.
Vivamos um Natal emocionalmente rico e recuperaremos forças que contribuirão para o fim da crise.
António Jorge
Consultor em Estratégia Marketing e Vendas
Publicado no Jornal Metro de 4NOV09
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Prioridades trocadas (*)