
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Intervenções Concertadas

quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Dólar com outro brilho
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O alinhamento que favorece o dólar
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
A semana dos bancos centrais

sexta-feira, 25 de julho de 2008
Ser culto para ser livre

quarta-feira, 23 de julho de 2008
Oportunidade vs. Consciência
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Globalização e Proteccionismo (*)
sábado, 12 de julho de 2008
Diálogo - Social Media
"Social Media" é uma expressão abrangente que integra a tecnologia e a interacção social, processos de comunicação online. Este tipo de contacto, seja através de blogues, redes sociais, messenger, partilhas várias, está a tornar-se cada vez mais universal e popular.
Alguns números: a wikipedia já tem mais de 400 mil artigos, o youtube 100 milhões de vídeos, o blogspot 200 milhões de blogs, o Second Life 1.5 milhões de participantes, 73% dos utilizadores online lêem pelo menos um blog, 57% faz parte de pelo menos uma rede social e 55% já colocaram fotos na web.
Chega de números?
A comunicação não está mudar. Já mudou! As organizações devem estar atentas, deixando para trás o modelo tradicional - o monólogo. Ainda não convencido? Vamos a mais números. Apenas 18% das campanhas televisivas geram retorno positivo, 90% dos que podem fugir aos anúncios fazem-no, cada um de nós está exposto em média a 3000 mensagens publicitárias por dia. 14% das pessoas acreditam nos anúncios, mas 78% confiam nas recomendações de outros consumidores! O novo modelo de comunicação é o diálogo - conversas. E os melhores conversadores são os que começam por ouvir.
Os consumidores de amanhã nasceram já neste paradigma. Nos EUA em 2010 os nascidos após 1990 serão mais do que os baby boomers. São indivíduos que hoje já passam 16 horas por dia online e 96% fazem parte de uma rede social, tendo em média 53 amigos online. A estas pessoas não interessam os anúncios, mas sim o que pensam os seus amigos. Há que dar às pessoas motivos de conversa.
Sobre a sua marca.
(Artigo inspirado numa apresentação de Marta Z. Kagan)sexta-feira, 11 de julho de 2008
A Loja da Democracia
Uma manhã passada na Loja do Cidadão faz-nos pensar. Claro, após desesperar.
Comecemos pelo início: não há dúvida que a “loja do cidadão” é uma boa ideia. Concentrar num só lugar alguns dos mais importantes serviços públicos é de louvar. Todavia, seria também relevante que transplantássemos para aquele local apenas os benefícios e deixássemos à porta os maus hábitos do “funcionalismo público”. Assim não é. Parece que os modelos, ao fim de pouco tempo, se repetem e se implantam. Será verdadeiramente um nosso traço cultural?
De qualquer forma, a minha reflexão é mais conduzida pelo cocktail de experiências que é possível observar nesta loja da democracia (tão recente, como evidencia hoje o Pedro…).
Num mesmo guarda-chuva imagético está tudo bem arrumadinho. Edifício, “lojas”, balcões e até tecnologia – essa primeira prova da nova democracia: todos que ali entram ficam disciplinados pelas senhas, pela ordem e pelos números. Fazem filas e atendem os painéis informativos. Ainda se lembram do caos de algumas repartições públicas? Dos jeitosos e dos penetras? Dos falsos distraídos? Dos indisciplinados? Pois bem, agora está tudo condicionado e orientado. Reclamar? Claro que sim. Siga o procedimento.
Para além da imagem e da aparência, a máquina funciona. Seja através do cabo, seja do vapor. As empresas mais envolvidas com o cliente fazem dos sorrisos coração e procuram resolver – nem sempre com sucesso – os mais inusitados problemas com calma e clareza. As mais instaladas não disfarçam o mal-estar que alguma exposição pública evidencia. A todas a democracia fez bem.
No entanto, ainda que a máquina labute, não chega para nos fazer esquecer que muito do que ali se faz parte de um Estado demasiado interventivo, burocrático e, sobretudo, desorganizado. É bem verdade que quanto mais desconfiamos mais picuinhas somos… Protegemo-nos para não mostrar a nossa fraqueza.
Rematando à baliza: uma manhã para mudar três contadores. Isto multiplicado por muitos portugueses utentes e elevado ao quadrado (há sempre um cidadão e um funcionário envolvidos…), dá… enfim, como diria alguém, é só fazer as contas.
Robin Hood
A celeridade do progresso leva-nos a esquecer que a revolução de Abril foi apenas há 30 anos. Mas há momentos em que vem ao de cima no mindset da estrutura dirigente do país um conjunto de ideias de cariz extremista. Nessa época surgiram como fenómeno polarizador próprio destes momentos, na procura da antítese dos regimes que se pretendem destruir. quarta-feira, 9 de julho de 2008
Momentos de Minsky

Hyman Minsky, economista americano do século XX, formulou a hipótese que nos sistemas capitalistas a um período de expansão económica segue-se um final de ciclo vicioso de especulação financeira – os “momentos de Minsky”. Se fosse apenas uma crise financeira, já deveria estar a terminar. Só que estamos agora numa nova vaga de instabilidade pelo que provavelmente algo de mais sério está a acontecer. Neste momento há um grande risco de uma recessão forte no curto prazo, mas pode ainda acontecer pior e estarmos na eminência de os momentos de Minsky se tornarem demasiadamente longos!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Prescrições Imorais
Se há algum aspecto em que Portugal melhorou nos últimos anos foi no Combate à Evasão Fiscal. Com novos procedimentos, métodos e meios (em especialmente o início do cruzamento de dados) avançou-se muito no estado de absoluta imoralidade em que a Economia Nacional se encontrava neste aspecto. Contudo, a situação está longe – demasiado longe – de estar resolvida.
Todos os anos o Estado perde centenas de milhões de Euros em cobranças não realizadas cujo prazo prescreveu. Talvez o contribuinte anónimo não se aperceba quem é que paga essa factura. É ele mesmo. Só que não raras vezes acrescida de encargos financeiros. O que é que se espera de contribuintes que entregam ao Estado parte do seu labuto para compensar a existência de incumpridores (quando não incumpridores profissionais), e ainda têm de pagar os encargos financeiros respeitantes aos processos? Propor alternativas credíveis.
A primeira e mais urgente proposta é a inexistência de prazos para cobrança. Uma divida é uma divida, e não devia caducar, expirar ou prescrever. Ou se o tiver de fazer por recursos e ligações a outros processos, nomeadamente jurídicos e administrativos, que seja em décadas e não em anos. Hoje existem já meios técnicos disponíveis – nomeadamente electrónicos - para acelerar os processos e guardar históricos mais vastos, potenciando pelo menos uma grande dilatação dos prazos e assim aumentar a oferta, reduzindo drasticamente as dividas prescritas.
A segunda consiste em acesso aos dados bancários. Nesta questão, é preciso equilibrar interesses nacionais com privacidade pessoal, num complexo processo que se expõe a potenciais abusos. É neste sentido que se propõe um acesso a dados bancários com critérios, a serem definidos por uma comissão que envolva o Estado, o BdP, as associações de defesa dos consumidores e o CNPD. Quando existirem um conjunto de critérios que indiciem risco, pode ser realizado o acesso a todos os dados bancários sem intervenção dos tribunais.
Por fim, propõe-se que todos os contribuintes possam descontar no seu IRS uma pequena percentagem de todo o IVA pago e apresentado em factura. Desta forma o consumidor final passará a exigir – porque tem benefícios directos e não indirectos e intangíveis – as facturas de todos os gastos, aumentando a receita do Estado de forma muito superior ao que é desembolsado para motivar os contribuintes.
Estas e outras propostas são importantes não só para solucionar em definitivo a imoralidade desta situação, como também para mudar mentalidades e contribuir para um país em que maior desenvolvimento se traduz em melhor cidadania.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Novo Paradigma
O contexto de especulação na área das comodities e em especial do petróleo levou a posições extremadas por parte de variados intervenientes da cadeia logística, chegando mesmo a paralizar parte da europa, com custos muito avultados quer em termos de custos de inactividade quer em termos de perda de vendas por rupturas de stock no mercado. quarta-feira, 2 de julho de 2008
BCE tenta abrandar comboio
No início da semana a divulgação de uma taxa de inflação de 4,0% na Zona Euro veio reforçar a postura mais agressiva por parte do BCE. Trichet considera que se o banco não agir de forma “decisiva” há riscos de que a inflação possa “explodir”. O presidente do banco central está confiante que a situação possa ser controlada.
domingo, 29 de junho de 2008
Comunicação 360º
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Downshifting
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Quando o Mercado Não Funciona
O mercado é um alvo fácil.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Liberdade
Apenas IVA (*)
sábado, 14 de junho de 2008
O Fim Do Comércio Tradicional
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Mundo é Plano
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Decidiram-se!
Os bancos centrais parecem finalmente ter mudado o discurso e talvez a sua actuação. Depois de uma primeira fase de reacção à crise do subprime, em que decidiram “ajudar” a economia baixando taxas de juro (FED e BoE) ou mantendo-as quando se justificava uma subida (BCE), as autoridades entraram num período de paralisia, indecisos entre políticas monetárias expansionistas ou restritivas.
Estavam assim divididos entre o crescimento e o combate à inflação.
O dilema parece ter começado a resolver-se quando os BC’s se aperceberam que estavam a perder ambos os combates. Os indicadores de actividade continuam a deteriorar-se e a inflação não pára de subir. Aliás a subida dos preços pode ainda estar longe do fim.
Parece haver alguma concertação entre os bancos centrais neste ataque à inflação. Trichet avisou que as taxas podem subir em Julho, o BoE já há semanas que disse que não voltava a cortar, o Banco do Canadá surpreendeu ontem ao manter os juros e também Ben Bernanke mudou recentemente o discurso.
No mercado cambial pode vir a jogar-se muito desta batalha contra a inflação. Se a preocupação central está nos preços e não o crescimento, torna-se muito “útil” ter uma moeda mais forte. Mas os câmbios traduzem valores relativos. Para uma moeda fortalecer outras têm que perder terreno. Para que o dólar suba, o euro tem que descer, o que não vai agradar ao BCE.
A concertação entre bancos centrais pode então ficar mais vulnerável já que nem todos os objectivos estão alinhados...domingo, 8 de junho de 2008
A inflação contra-ataca
sábado, 7 de junho de 2008
Against all Odds
Já se tornou redundante postular sobre o imparável crescimento do petróleo e as suas aparentemente nefastas consequências para as populações, nos preços dos transportes e dos produtos, ou discutir os preços de suporte e de resistência, se é que os há.
O contrário de todas as probabilidades aparentes, a subida do preço do petróleo é, no longo prazo, positiva. Enquanto o petróleo custava 30 ou 40 dólares, falava-se de energias alternativas / renováveis como um whisful thing, ou um caminho obrigatório no longo prazo para sustentar os negócios e a vida. Sejamos honestos : o mercado só vai trocar o petróleo por outra energia quando uma de duas coisas acontecer: obrigações e regulações que obriguem a tal ou que o petróleo se torne mais caro do que as suas alternativas. A segunda é a única forma natural e sustentável de tal continuar a acontecer no tempo. A subida dos preços do crude para os níveis presentes e a descida dos custos da energia alternativa parecem indiciar pela primeira vez que o planeta vai poder continuar o seu desenvolvimento com humanos em vez de andróides.
É por tudo isto que também considero positivo o aumento do preço do trigo e das restantes commodities alimentares, porque tal constitui a única forma não artificial de aumentar o desenvolvimento do sector primário (dado que se torna mais rentável do que actividades substitutas), outro factor crucial à sustentabilidade futura da humanidade. Trata-se ainda de uma nova oportunidade quer para África, quer para países onde o petróleo poderá acabar nos próximos anos.
Se as economias forem capazes de criar formas não granuladas pelos regulamentos de continuar o desenvolvimento no curto prazo sem compromisso sério da qualidade de vida das populações, a subida do preço do petróleo e do trigo são factores muito positivos para as futuras gerações, garantias da desejada sustentabilidade.quinta-feira, 5 de junho de 2008
Oportunidade China
terça-feira, 3 de junho de 2008
Partidos acima da lei ?
domingo, 1 de junho de 2008
Bolhas de Ar e Vento


Aprendemos cedo que a História se repete. Talvez demasiado cedo. Teima-se em não ter memória e a cair quase sempre nos mesmos erros... ou parecidos!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Os Tiranos Contra-ASAE
Há não muito tempo atrás havia um país onde o mercado negro reinava sem controlo, a evasão fiscal era um orgulho que se declarava sem pudor e a higiene alimentar não chegava a ser sequer uma miragem, porque a população nem se dava conta na falta da mesma. quarta-feira, 21 de maio de 2008
Portugal S.A.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Democracia
sábado, 17 de maio de 2008
Compressão
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Inflação e PIB - Comentário Flash
PIB:
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Taxas de juro dificilmente descerão...
Tal como esperado o BCE deixou inalteradas as taxas de referência na semana passada, dando a entender que o foco continua a ser a inflação. O mercado já assumiu que dificilmente irá haver algum corte de taxas em 2008, pelo que as taxas forward apenas reflectem essa possibilidade para 2009.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Maio de 1968 - Maio de 2008
A revolução de Abril aconteceu seis anos após o que se considera ter sido o movimento social mais relevante do século XX. Num excelente artigo de Birand no Milliyet de Istambul, destacam-se as alterações que a sociedade turca tem vindo a registar, um exemplo pertinente do que sucede a um nível mais global. É cada vez mais visível um estilo de vida diferente, que toca em aspectos mais mundanos como o vestuário, discurso, alimentação, mas que ao mesmo tempo tem impacto na política, economia, imprensa e na democracia, até pelo carácter impositivo da “sharia”. À medida que aumenta a influência do Islão, a separação e a desigualdade entre homens e mulheres é mais visível, a comunicação social perde independência, os movimentos laicos são reprimidos e o mercado torna-se imperfeito.
Não se pode colocar em causa a mera liberdade religiosa, mas há que encarar com apreensão a tendência para a existência de sociedades menos laicas e por isso mesmo menos livres.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Networking ou Factor "C"
BCE - Determinado ou Indeciso?
O Banco Central Europeu manteve as taxas de juro nos 4%, conforme se esperava, mas Trichet não alterou o discurso oficial de preocupação com a inflação. Muitos analistas esperavam que o BCE começasse a abrir espaço para cortes nas taxas de juro, mas tal ainda não aconteceu. As primeiras palavras de do governador do banco central foram mesmo “os últimos dados confirmam uma forte pressão inflacionista no curto prazo”.
Trichet foi bastante cauteloso na abordagem ao actual momento da economia europeia, escusando-se inclusivamente a comentar a recente revisão em baixa do crescimento feita pela Comissão Europeia, dizendo que em Junho o BCE irá publicar as suas próprias previsões. Ou seja, tentou ganhar “tempo”.
O BCE considera, a nosso ver de forma acertada, que a situação é particularmente multidimensional. De facto a inflação está em alta em toda a zona euro e com tendência a acentuar, quer pela evolução dos preços da energia quer pelas pressões em alta os salários – o que deveria levar o BCE a subir taxas. Mas as economias não estão a “aguentar” e, umas mais que outras, já estão em desaceleração. Até ontem a Alemanha não dava sinais de abrandamento, mas após maus números nas encomendas à indústria os mais optimistas ficaram com certeza preocupados – o que deveria levar o BCE a cortar taxas. E para além da questão dos preços e do crescimento, a crise no crédito mantém-se e obriga o BCE a injectar enormes quantidades de moeda no mercado monetário, o que a prazo potencia inflação.
Perante um cenário que ao mesmo tempo pressiona ao banco a subir e a descer taxas... o BCE prefere ficar inactivo.
Nos últimos dias/semanas o diferencial entre as taxas de juro de swap a 2 anos do euro e dólar tem vindo a diminuir. O mimetismo entre este spread e o câmbio do Eur/Usd continua válido, o que é mais um argumento a favor da estabilização do dólar.
