Nome: Fast Second
domingo, 19 de julho de 2009
Puramente #25 - Fast Second
Nome: Fast Second
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Automóvel do Futuro
A indústria automóvel ainda se encontra a tentar perceber o novo paradigma do mercado, onde a procura e a oferta têm de estar equilibradas, deixando os fabricantes de impor uma dimensão de mercado, na maior parte dos casos inexistente, e passando de uma estratégia Push para uma estratégia Pull.
É muito positiva a forte dinâmica de investigação e desenvolvimento de novas tecnologias e modelos, com os fabricantes a apresentarem, de forma regular nos últimos tempos, inúmeras novidades e concepts de novos modelos. Estas novas tecnologias vão trazer imensos benefícios no futuro, não só aos consumidores mas também ao ambiente e a um desenvolvimento sustentável.
Automóveis mais leves, com maior percentagem de materiais recicláveis, mais eficientes e com recurso a energias alternativas farão parte do portfólio futuro de qualquer marca.
Curioso é ver como esta tendência é transversal a todos os segmentos de mercado, estando a totalidade das marcas – das generalistas às premium - empenhadas em comunicar a sua nova abordagem a esta realidade. Só nas últimas duas semanas, a General Motors anunciou que pondera mudar a cor do seu logótipo de azul para verde para salientar uma postura mais ecológica, a Jaguar acabou de apresentar o seu novo Flagship XJ onde a sustentabilidade teve um papel importante no caderno de encargos e a Aston Martin apresentou um estudo de um modelo citadino, que permite uma mobilidade inteligente e sensível com um nível de exclusividade e inovação nunca visto neste tipo de veículos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
PuraMente #24 - Ethical Prospects: Economy, Society and Environment
Nome: Ethical Prospects: Economy, Society and Environment
Autor: Laszlo Zsolnai e outros
Data: Março de 2009 - Springer
Frase: "Nothwidthstanding the best of intentions, there are constraints to achieve socially responsible behaviours"
Palavras Chave: CSR; Republicanism; Rights of the Unborn; Market Liberalism; Buddhist Economics; Ethical Banking;
Apreciação: ****
A escolha deste livro resultou da necessidade de abordar temas ligados à responsabilidade social e corporativa e à ética, que constituem preocupações actuais e futuras para indivíduos e organizações.
“Ethical Prospects”, editado pela Springer, é uma colectânea de textos organizados por Zsolnai, professor da universidade de Budapeste. Recolhe contribuições de 27 autores oriundos de várias partes do globo, pretendendo reunir ideias “de ponta”. O carácter conceptual disruptivo das propostas é muito variável, não sendo de estranhar a existência de algumas ideias menos realistas, próprias do experimentalismo.
O livro tem quatro partes: “Novas perspectivas e descobertas”, “Práticas inovadoras e reformas, “O desafio das gerações futuras” e “Debate entre o liberalismo republicano e de mercado”. Nota-se um tom contra o status quo (por vezes exagerado), a que não será alheio o facto de muitos textos terem sido influenciados pela crise económico-financeira.
É difícil fazer referência a todas as ideias importantes num livro com 20 textos tão diversos, mas destacam-se alguns contributos: A necessidade de legislar e não esperar apenas que as empresas assumam por si comportamentos éticos; O conceito de budismo económico; A necessidade de representar as gerações futuras nos órgãos de tomada de decisão e de convergência entre o dinheiro e os valores éticos. Discute-se a viabilidade de um consenso entre todos os stakeholders, dado que na história tal nunca sucedeu, o que não impediu a construção de um corpo ético.
É imprescindível ler a introdução, na qual Zsolnai resume os textos em dois ou três parágrafos. O leitor pode então escolher o que mais lhe interessa, rentabilizando a leitura.
O livro tenta, e penso que consegue, ser uma base de reflexão e inspiração. Os temas abordados exigem ainda um considerável crescimento por parte da maioria dos decisores.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Jornal de Negócios de 30 de Junho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
A Gestão do Risco
Estima-se que, em 2008, 55% das empresas na Europa, Ásia e América do Norte efectuaram operações de cobertura de risco de variação de preço, face a 45% em 2007. Mais relevante do que os números parece ser a alteração no processo de tomada de decisão. Cada vez mais empresas levam as decisões de cobertura até ao nível hierárquico mais alto, um sinal claro da importância deste assunto. Segundo a Greenwich, 96% das empresas afirma que as estratégias de gestão de risco são da responsabilidade da administração, tendo muitas delas criado um cargo específico.
Até há poucos anos as empresas optavam por uma gestão passiva deste tipo de riscos. Ou seja, as flutuações cambiais, de taxas de juro ou de preço das commodities eram encaradas como um factor exógeno sobre o qual nada poderia ser feito. Posteriormente as empresas foram experimentando algumas formas de cobertura, frequentemente de forma desajustada e com maus resultados. Os instrumentos e estratégias escolhidas, quase sempre por pressão dos bancos, revelaram-se piores do que não fazer nada.
Felizmente as empresas parecem estar a chegar a um processo de maior maturidade, desenvolvendo competências internas e recorrendo ao outsourcing especializado. Daqui resulta um maior controlo efectivo da empresa, não fosse a Gestão do Risco um dos pilares do (bom) Governo das Sociedades.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no jornal Meia Hora de 14 de Julho de 2009
Observando o Impasse
Estratégia de Deslocalização
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Repensar a Economia de Mercado
A ideia de repensar os fundamentos da Economia de Mercado (lucro, livre iniciativa e gestão dos recursos escassos), surgiu quando vi o filme “HOME” e reforçou-se com a leitura da última Encíclica Papal. Nestes documentos é demonstrado que a dinâmica socioeconómica está a ameaçar a Vida na Terra e não está a contribuir para o Desenvolvimento Integral do Homem.
As evidências de incapacidade do sistema são inegáveis: a má gestão da área financeira e a ausência de regulação e de controlo do Estado empurraram o Mundo para uma profunda crise económica; a dinâmica dos agentes económicos está a ameaçar a Vida no Planeta e as assimetrias entre ricos e pobres não se têm reduzido. Em suma, a actividade económica do Homem, face à sua idiossincrasia, não pode ser deixada em auto-regulação.
Eis algumas ideias que procuram, de forma sistémica, contribuir para a discussão.
A Economia deve incorporar na sua equação, o bem escasso que é a qualidade ambiental e tem de repensar o papel do Estado, Organizações Supra Nacionais e Empresas. O Estado/Organizações devem considerar que a sua grande ameaça é a agressão aos seus activos naturais e não qualquer potencial beligerante; devem ainda utilizar as suas funções reguladoras e de controlo para evitar que a vontade individual colida com o bem comum. As Empresas não podem pensar apenas no lucro e têm de, voluntária ou coercivamente, incorporar o bem comum como restrição às suas decisões; ou seja, desenvolver objectivos multidimensionais para satisfazer todos os stakeholders.
António Jorge
Consultor em Estratégia, Marketing e Vendas
Harvard Trends #10 - Riscos a Evitar
2009 tem sido um ano diferente para Harvard. Crise ou novo estado da economia?, uma das perguntas a que só o futuro responderá. Entretanto, uma quase ilimitada nova série de temas tem surgido como base de discussão no âmbito da gestão moderna, ora para evitar novas crises ora para criar uma nova, mais madura, abrangência dimensional à gestão futura.
Um dos assuntos em discussão crescente é o da gestão de riscos. Conhecer e gerir os vários riscos em cada área da gestão da empresa é uma ferramenta que passou de desejável a obrigatória em muito pouco tempo. Harvard tem tratado também dos riscos mais ignorados, como a falta de dados actualizados, sobretudo em empresas que se baseiam no “histórico” como sustento do futuro. A crescente taxa de mudança pode fazer mudar os pressupostos demasiado rapidamente e resultar num epicentro de novos riscos, raramente equacionados.
Os seminários de Harvard têm ainda dissertado sobre os riscos desconhecidos, tradicionalmente vistos como intratáveis. Os novos modelos estatísticos de gestão de risco possibilitam o tratamento e previsão destes riscos como peça fundamental de uma gestão consistente com a transparência para com os shareholders.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Dimensão
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Negócios de Verão
Começa hoje o primeiro dos grandes festivais de Verão em Portugal. Se as vendas de discos estão em baixa, as vendas de bilhetes para os mais diversos festivais têm estado em alta, e prevê-se um Verão cheio de música ao vivo.
Embora em Portugal a popularidade dos festivais possa em parte ser atribuída ao baixo preço dos bilhetes, o mesmo fenómeno no resto do mundo sugere outra causa. É frequente ouvir falar nas "tours de promoção para o álbum", mas nos tempos que correm os álbuns parecem mais servir como veículo de promoção da banda junto dos organizadores de música ao vivo. O ciclo inverteu-se.
Uma crítica muito positiva num site de referência irá tornar essa banda numa das coqueluches veraneantes e a sua presença será disputada entre promotores que esperam que o nome da banda no cartaz seja o factor decisivo para que os fãs marquem presença no seu festival. Prova disso é que enquanto os lamentos das vendas minguantes de discos crescem, estamos perante uma verdadeira era dourada para a música ao vivo em Portugal, com diversas bandas conceituadas a visitar o país. O lado negativo é que já se nota alguma saturação na oferta e, por isso, alguns desses festivais têm cartazes incaracterísticos, incoerentes e mal estruturados, apenas para tentar atrair o maior número de pessoas. Ver os concertos como a principal fonte de rendimento não é novidade para as maiores bandas, mas graças à internet até bandas do circuito alternativo podem conquistar fãs desejosos de os ver ao vivo em mercados periféricos de outro continente. Tal como cantavam os Pulp em 1995 "Será assim que dizem que é suposto o futuro sentir?".
Crítico musical
Publicado no jornal Meia Hora de 9 de Julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Incumprimento
Especialistas ou Generalistas ?
No inicio, as lojas pequenas que vendiam as suas especialidades. Depois, o supermercado, uma surpreendente fusão de mercearia, frutaria, talho, padaria e drogaria. Da especialização para a generalidade, juntando-se ambiente moderno e auto-serviço , que permitia uma apetecível estratégia de precings.
PuraMente #23 - A Gift to My Children
Nome: A Gift to My Children
Autor: Jim Rogers
Data: Maio de 2008 - John Wiley and Sons Ltd
Frase: "Swim your own races"
Palavras Chave: Questioning; Dedication; Details; Mob Psychology; "Do your homework"
Apreciação: ***
Jim Rogers é amplamente conhecido no mundo financeiro por ter sido um dos co-fundadores, com Geroge soros, do Quantum Fund. Este fundo foi responsável pela saída da libra do Sistema Monetário Europeu em 1992. De Rogers são também conhecidas as suas posições de investimento pró-China, o que levou a ensinar mandarim às suas filhas desde o berço. Reformou-se aos 37 anos, residindo actualmente em Singapura.
Embevecido pela paternidade, Rogers pretende neste livro deixar alguns conselhos que considera serem relevantes para todos. O próprio autor destaca os mais importantes: trabalhar arduamente, pensar por si mesmo, questionar tudo e nunca seguir a multidão. Rogers utiliza um exemplo forte (algo raro neste livro) para construir a ideia de "swim your own races" - devemos competir connosco próprios e não tanto contra os outros, já que isso pode limitar a nossa evolução. Outra ideia interessante é que só devemos pedir conselhos a alguém depois de já sabermos, por nós próprios, tudo o que for possível sobre o assunto em causa.
A meio do livro o autor não resiste a sair do registo paternalista e começa a falar de investimentos, nomeadamente das suas perspectivas de longo prazo. Destaque para a perspectiva sobre os BRIC - Rogers está muito optimista para o Brasil e China, pessimista para Rússia e céptico quanto à Índia. "Well, the 21st century belongs to China" diz quase tudo.
"A Gift to My children" consagra as principais ideias de investimento de Rogers - China, commodities e fuga ao que estiver na moda. É um livro para uma viagem curta e que pode constituir um checkpoint simples à forma como cada um tem levado a sua vida, apesar de faltarem exemplos fortes, originais e relevantes . "Be who you are, be original, be bold".
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Jornal de Negócios em 16 de Junho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Moedas Sociais
Historicamente, as moedas sociais surgiram como alternativa à troca directa, tentando organizá-la. Há registos de moedas sociais na antiga Babilónia (4000 A.C.), mas os exemplos são recorrentes e acompanham-nos até aos dias de hoje. O sucesso destes sistemas é significativo no Brasil, onde existem mais de 30 moedas locais, inclusivamente com notas próprias. Na União Europeia os números não são rigorosos, mas haverá mais de 60 moedas deste tipo a circular, muitas da quais na Alemanha. O caso de Wörgl, em 1932, é famoso pelo seu sucesso.
Os benefícios de ter um sistema de pagamentos autónomo são evidentes e levaram também à criação de outros instrumentos como os linden dollars do Second life, o e-gold ou até mesmo os "cheques-oferta" e descontos em cartão das grandes superfícies.
Perante um cenário de empobrecimento das cidades médias e de pequena dimensão em Portugal, talvez a criação de moedas sociais pudesse ser uma experiência válida a tentar. As economias locais poderiam ganhar algum dinamismo e os consumidores prefeririam adquirir bens e serviços na comunidade, com base em argumentos concretos como o preço e não tanto num vago "compre o que é nosso", cuja sustentabilidade é muito duvidosa.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Artigo publicado no Jornal Meia Hora em 2 de Julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Portugal precisa de um novo Estudo Porter
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Vícios públicos, virtudes privadas?
Distraídos com as vias para desatar a crise – entre obras públicas e controlo do deficit – somos abalados por uma perversa mescla das esferas pública e privada da economia.
Harvard Trends #9 - Web 3.0
Desde que Berners-Lee (criador da WWW) presidiu ao W3C que tem procurado potenciar uma Web mais eficaz, onde as procuras resultem mais rapidamente em valor. Curiosamente, na Web 2.0, foi o Google e a Wikipedia que aceleraram a eficácia na procura, tanto em rapidez como em qualidade dos resultados.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A nova febre do ouro
A subida de preços dos últimos meses pode explicar-se por três razões: grande influxo de dinheiro que regressou aos fundos de matérias primas, descida do dólar e procura de activos de refúgio num contexto de crise. Os argumentos a favor do ouro já se tornaram populares a ponto de serem discutidos em qualquer café ou conversa de amigos, o que é, no mínimo, um sinal de alerta. Mas qual a sustentabilidade desta subida? Não será uma nova "bolha" especulativa?
Olhando para as estatísticas mais recentes do World Gold Council verifica-se que o consumo de ouro para joalharia caiu 24% no primeiro trimestre do ano, em termos homólogos. A utilização do metal na indústria caiu 31% no mesmo período. Em 2008 já se tinha registado uma queda, embora inferior a 10%, face ao ano anterior. Já o investimento em ouro "físico" disparou 248% e sob a forma de activos financeiros subiu uns impensáveis 540%!
Há dois anos o investimento em ouro há representava 25% da procura total, mas representou nos primeiros três meses de 2009 essa valor já era superior a 60% do mercado. Bastará que o interesse investidor se atenue para que os preços caiam a pique.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
Publicado no Jornal Meia Hora de 26 de Junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
O respeito enquanto marketing
Reznor é visto como uma das faces do futuro da indústria. Para ele os fãs são e serão uma peça "chave". Lançou um site onde os seus seguidores podem fazer as suas próprias remisturas, ofereceu um álbum completo, bem como centenas de gravações para que os fãs possam construir o seu próprio DVD ao vivo. O resultado é que apesar de estar já longe da popularidade que o fez um dos "homens do ano" para a Time em 1997, um dos seus últimos lançamentos (um álbum instrumental de 4 CDs, o primeiro dos quais disponibilizado livremente) esgotou a edição limitada de 300 Dólares em poucas horas. Numa semana já tinha vendido perto dos 1.6 milhões de Dólares.
Corgan perdeu o respeito dos fãs. Depois de várias alterações nos membros da banda e outras polémicas, o último álbum foi um fracasso comercial. Corgan, agora o único membro original dos Smashing Pumpkins para desagrado de muitos fãs, já anunciou a sua intenção de se dedicar apenas a singles, não sem antes afundar o resto da sua credibilidade ao apoiar à fusão Ticketmaster/LiveNation e ao anunciar um serviço pago com material que a maior parte dos músicos disponibiliza livremente.
Embora não seja tão fundamental como a qualidade do trabalho, estender a mão aos fãs um músico pode conseguir o seu respeito e assim fazê-los pensar que talvez mereça uma compra.
Luís Silva
Crítico musical
Publicado no Jornal Meia Hora de 25 de Junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Puramente #22 - A Geografia das Compras
terça-feira, 23 de junho de 2009
Subsídios Imorais
Parece quase um lugar comum afirmar que o desemprego é, nesta altura, o mais importante dos índices, sobretudo pela relevante correlação com o consumo interno privado, que tem a importância que se conhece. A subir de forma quase descontrolada e com previsões de agravamento em 2010 o desemprego, como qualquer regulação, tem um lado de grande promiscuidade, que convém suster, em particular no presente momento.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
De retalhar o passado a inventar o Futuro
As revoluções tecnológicas que se têm vindo a assistir nas últimas décadas e que têm tido impactos impressionantes no modo de vida das pessoas não tiveram, salvo em raras excepções, um reflexo de igual dimensão nas estruturas públicas e nas empresas privadas.
Um exemplo dessa mudança são as comunidades virtuais online, onde os jovens de hoje se movimentam com total à vontade, permitindo-lhes uma ligação à sua rede de contactos (quase) grátis e 24 horas por dia.
Num momento em que que se questiona e analisa a educação que queremos dar às novas gerações, verificamos que estamos na presença de tecnologias que há 10 anos não existiam. Olhando para a forma como a Educação está a caminhar em Portugal teremos que nos perguntar: até que ponto não será esta parecida com aquela que eu próprio tive, onde os telemóveis e as comunidades virtuais faziam parte de um futuro ainda por inventar? E até que ponto será ela hoje radicalmente diferente do modelo de educação que os meus pais tiveram?
Note-se que esta realidade não se aplica apenas à Educação, aplicando-se também à Saúde, à Justiça, à Política ou em tantos outros sectores onde o futuro tem vindo a ser construído com remendos ao passado e com soluções baseadas na história e na pesada herança que arrastamos.
Para mudar, antes demais é necessário um forte desejo de mudança que não será possível se não se considerar a mudança como necessária (o que me parece óbvio no caso de Portugal e para os Portugueses que o vivem e constroem).
Para tal teremos que ser capazes de olhar o país e o mundo com outros olhos ou pelo menos através de umas lentes que nos permitam inventar e criar um novo futuro, e não apenas remediar o passado ou copiar realidades que não se adequam à nossa.
E porque não começar por mudar radicalmente a forma de como a Educação é feita em Portugal? Não só aproveitando a tecnologia disponível e que começa já a fazer parte do passado mas indo ainda mais longe escrevendo páginas de um futuro ainda por inventar.
Teremos que em conjunto inventar um novo futuro para Portugal e para os Portugueses, sem ficar à espera que o destino ou alguém o faça por nós. Obviamente muitos dirão que é uma loucura. Mas qual será a loucura maior? A daquele que julga que pode mudar o mundo ou a de quem para ele olha e nada tenta mudar?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O novo paradigma da consultoria financeira
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Harvard Trends #8 - Neuroplasticidade
Uma descoberta recente na área da neurologia tem despertado particular interesse entre estudantes e professores de Harvard. Trata-se de uma discussão em torno da capacidade de inteligência, enquanto factor de criação de informação célere e acertada para a melhor tomada de decisão, bem assim como na sua correlação com a criatividade.
Apesar de fenómenos da vida real sugerirem que as pessoas mais activas mentalmente exercitavam mais o cérebro e assim tinham maior capacidade intelectual do que as demais, a ciência postulava que uma parte importante dos neurónios morriam depois da adolescência. Agora a mesma ciência prova que estímulos naturais desencadeados a pedido do cérebro criam novas séries de neurónios – a nova buzzword chama-se neuroplasticidade. terça-feira, 16 de junho de 2009
A necessária partilha de esforços
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Piratas e Falsários
O costume, é verdade, tem servido de escusa a muitos disparates e excepções. O hábito e a tradição, não raramente, abafam o argumento e a razão. Se cá estivessem os avós que com suposição nada mais do que egocêntrica tradição dizem querer respeitar, nada mais soltariam do que um lamento. Um lento e agoniado lamento.
domingo, 14 de junho de 2009
Harvard Trends #7 - Humble Bee
Desde há algum tempo que existem em Harvard inúmeras discussões, trabalhos, e frameworks para testar a maximização da utilidade das redes sociais no ambiente empresarial, nomeadamente as que se centram no ambiente Web 2.0, como o LinkedIn, Twitter, Facebook ou Myspace.
sábado, 13 de junho de 2009
Puramente #21 - A Sense Of Urgency
quinta-feira, 4 de junho de 2009
PuraMente #20 - José Mourinho
Nome: José Mourinho
Autor: Luís Lourenço
Data: Julho de 2003 - Prime Books
Frase: "Confiança, determinação, vontade de transmitir a indómita vontade de vencer""
Palavras Chave: Treino; Descoberta Guiada; Grupo; Chicotada Metodológica;
Apreciação: **
O prefácio é "obrigatório". Em duas páginas Manuel Sérgio extrai o essencial das 180 seguintes. Explica o que faz de Mourinho melhor e diferente e nunca separa o líder da organização em que se insere. Põe em cima da mesa conceitos "chave" como tribo, respeito, amizade, estudo, decisão, planeamento, discernimento, liderança.
Ao longo do livro - que termina com a vitória da Taça Uefa - sucedem-se episódios que permitem conhecer a linha de acção e raciocínio do líder, sem esconder os maus momentos, erros e arrependimentos.
Na minha leitura destacaria três pontos para reflexão:
- Mourinho como disruptivo dentro da sua classe, um "first mover".
- Os jogos contra a Lázio e o conflito "Ética vs Legalidade"
- O jogador como um todo: técnica, inteligência, potencial de progressão, solidariedade, carácter.
Obviamente que não se trata de um livro conceptualmente sólido, mas de exemplos de liderança. Só que os temas abordados são aplicáveis a muitas áreas fora do desporto, a linguagem é simples e são apresentados casos, exemplos e personagens com que a maioria estará muito familiarizada. É aqui que reside o verdadeiro poder diferenciador deste livro - o seu alcance em termos de público leitor. "José Mourinho" pode ser a forma mais simples de transmitir conceitos base de liderança a quase todos.
Filipe Garcia
Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros
www.puramenteonline.orgquarta-feira, 3 de junho de 2009
Sexy Convém?
A última década e meia foi fértil em novos formatos de comércio integrado. Centros comerciais, retail parks e outlet centers foram nascendo pelo país, em particular nas zonas suburbanas que circundam as duas maiores metrópoles. Esse movimento está na fase de maturação, com os próximos anos a trazerem pouco mais do que novas unidades de pequena e média dimensão em cidades que são precisamente de pequena e média dimensão. Esta é, desde logo, uma incontornável mas quase invisível vantagem que resulta da actual crise: aumento de sustentabilidade da oferta existente no médio prazo."Stop loss" (*)
terça-feira, 2 de junho de 2009
Janela 80-20
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Safety car
